la petite princesse

A dona do pedaço. INTJ. Viajadeira. Uspturista Mais velha do que aparento.

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Quero deixar registrado aqui algumas das experiências mais incríveis que eu já vivi.

Happy holidays! (Dezembro de 2015)

Monday, November 15, 2021 at 10:30:00 AM

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Quando eu trabalhava no mundo corporativo, a época mais esperada do ano, fora as férias, era a época das “festas”. Dentre todas as obrigações sociais de estar trabalhando, a confraternização de final de ano era a menos pior delas. Era aquele evento que a empresa pagava pra gente se divertir o mínimo.

Aqui a coisa é um pouco diferente. O camp hill é uma “empresa” sem fins lucrativos, então não sobra muito dinheiro pra fazer mais do que pagar o salário de todo mundo em dia. Tanto é que vi gente reclamando que a gente não recebe nem um cartãozinho de boas festas no fim de ano…

Mas a gente se vira como pode, né? Ainda mais sendo voluntário. Claro que para os alunos sempre tem um evento de celebração e a gente se inflitra, haha!

Na terça, tivemos a última grande saída da casa. TODOS OS ALUNOS foram para o pub para um jantar especial. Então todo mundo que podia foi ajudar. Porque não é só simplesmente conseguir leval todo mundo, tem aluno que ao sair da casa precisa de suporte de 2 pessoas (ao invés de somente 1), além de que alguns alunos preferem um ou outro support worker. E com muito sucesso conseguimos colocar todos eles em algum veículo e ir pro pub. E todo mundo se comportou muito bem! O J. foi o único que não conseguiu comer dentro do pub, mas o pub tinha uma porta lateral, colocamos a mesa na saída e ele sentou e comeu do lado de fora. Foi um sucesso, porque as vezes ele nem entra no carro! Até eu sai pra tentar trazer ele o mais perto possível da porta. E terça era minha folga! Pra amenizar o fato de eu estar lá trabalhando, me deram o SW pra cuidar, foi bem sussa, ele se comportou super bem, ficou feliz com seu lanche. Até o A. pôde sair da dieta! E ai eu descobri que ele sabe ler (não são todos que sabem) porque ele achou no cardápio a sobremesa que ele podia comer!

Ai na quinta tivemos o grande almoço de natal para todos os alunos (inclusive aqueles que só passam o dia na escola). O plano era montar as mesas no teatro, mas na última hora cancelaram e fomos obrigados a nos espremer na cozinha (normalmente separamos os alunos entre a cozinha, a sala da jantar e uma segunda sala menor). Foi uma operação de guerra, tenho que dizer. Porque muitos alunos gostam de fazer o seu próprio barulho mas não gostam do barulho alheio, então juntar todo mundo é uma missão meio suicida. Mas no fim deu tudo certo. O almoço ficou pronto na hora certa, todo mundo comeu muito bem, teve sobremesa, crackers, muita risada e conversa. E no fim, de “presente”, ninguém teve que ajudar com nenhuma tarefa da casa. Fiquei com o C., que estava num humor excelente, super sorridente, super bonzinho, então foi um almoço muito bom!


Depois tivemos nossa house meeting, sem nada de ruim pra falar, falamos das coisas boas desse ano e depois tivemos o Secret Santa, que aqui funciona ao contrário de no Brasil. Você coloca o nome da pessoa a ser presenteada no presente e a pessoa tem que adivinhar quem que deu o presente. Eu não sei quem me tirou, mas fiquei bem feliz com meu presente: um vinho com um kit de loção. E nós voluntários ainda ganhamos um presente da casa. Eu ganhei o novo cd do Justin Bieber, Purpose (que eu tô meio amando há uns dias já) e o outro voluntário ganhou o X, do Ed Sheeran. A reunião foi curta, então ainda tivemos tempo de conversar e comer muito chocolate! Presente dos pais e de outras pessoas <3

E pra coroar a estação, decidimos de última hora pegar um ônibus para Amsterdã (via ferry, claro)! Vou perder a última confratis da casa, no bar, mas por uma boa causa. Não sei onde passo a virada do ano ainda, mas pelo menos vou fazer alguma coisa diferente e conhecer um novo lugar!

HAPPY HOLIDAYS, EVERYONE! A gente se vê depois do natal 

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that would be me. bye!

A balada da igreja

Monday, November 8, 2021 at 10:30:00 AM

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 Não, você não leu errado: a gente foi numa balada que era dentro de uma antiga igreja!

Esses dias finalmente conseguimos ir na tal da “balada da igreja”. Não é nenhuma festa evangélica dessas que saem de vez em quando na mídia tradicional. É uma igreja que foi convertida em balada lá em Bournemouth.


Na tal balada da igreja eles tem uma lista de convidados online e um prazo pra ganhar desconto na entrada nas segundas. A gente já tinha tentado ir antes e perdemos o limite por 1 ou 2 minutos. É sempre um prazo meio apertado pra gente que mora em outra cidade (aqui na Inglaterra, claro). Dessa vez aconteceu o mesmo e nosso motorista muito louco fez milagre e chegamos 5 minutos antes do prazo… Pra descobrir que eles resolveram fechar a lista antes por causa da alta procura… Pensa em 7 pessoas bem putas. Mas com vontade de entrar naquela porcaria de balada. Respiramos fundo e entramos na fila dos sem desconto e pagamos 5 Libras só pra sorrir…

Essa balada, diferente das outras que a gente vai com mais frequência, é “hetero”. Já começa que tem essa fila. E as pessoas na fila se vestem bem diferente. É bem balada no Brasil: caras de todos os tipos (camiseta, polo, camisa, tudo junto e misturado) e meninas de roupas curtas, coladas e salto. No frio. E não fosse só isso, apesar de ser segunda-feira, tinha muita gente com cara de muito nova na fila. Do tipo que acabou de fazer 18 anos.

A coisa legal que eu achei é que na porta, ao checar os documentos, eles passam numa máquina que confirma sua idade. E é de QUALQUER documento. Porque eu ando com minha CNH (não rola arriscar “perder” o passaporte) e pra minha surpresa, a máquina leu certinho!

Antes da meia noite a balada já tava bem cheia. É uma balada média, bem decorada e com os malditos espaços vips. Ou seja, eles entocham o lugar de gente e deixam a area vip bem exposta e confortavelmente vazia…

A música era bem boa, uma mistura de top 40 com eletrônica/dance e até lá pela 1am, o espaço estava cheio, mas não lotado e ainda dava pra dançar ok.

Pessoas na balada são pessoas na balada no mundo todo. Algumas poucas coisas mudam, mas no geral, balada hetero é tudo igual. E eu estou velha.

Por uns momentos eu lembrei de como eu gostava muito desse tipo de coisa. Fui muito pra balada na faculdade. Não era do tipo que ia durante a semana, mas sempre saia com o pessoal. E apesar de ir em muita balada alternativa, eu gostava muito dessas baladinhas heteronormativas. Gostava mesmo. E olha que se eu tivesse que pagar minha bebida, na época da faculdade, eu acabava nem bebendo. Ou seja, eu curtia mesmo.

Mas veja bem. Verbos no passado. Logo aquilo foi cansando e eu percebi que essa ferveção, desse tipo, ficou no passado. Eu ainda gosto muito de sair pra dançar, e a bem da verdade a idade das pessoas não me importa tanto quanto a (falta de) maturidade do público.

Eu já fiz muita merda quando era mais nova, claro, e acho que a gente faz umas coisas pra aprender e superar. Veja bem, não é uma crítica ao público alvo. Eu já fiz parte dele, eu sei como é. E agora não sou mais e me vejo me distanciando disso mesmo que inconscientemente.

Depois de uma noite de ferveção. claro que a gente chegou a conclusão de que é melhor sentar num lugar calmo e ter a oportunidade de interagir de verdade uns com os outros. Mas a gente é humano, e claro que existem elementos que nos atraem na balada. Só talvez não nessa balada.

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that would be me. bye!

Feedback

Monday, October 25, 2021 at 10:30:00 AM

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Quando a gente vive uma experiência diferente, tudo é intenso, até a passagem do tempo. Neem parece que já fez 3 meses que estamos aqui, mas ao mesmo tempo parece que passou o maior tempo do mundo desde que chegamos.

3 meses é o tempo que costumo me dar para me adaptar a novas situações e acho apropriado: nesses 3 meses, já me sinto bem adaptada a rotina daqui, as coisas já são o meu “lugar comum”. As coisas pararam de parecer novidade por aqui.

A gente teve a supervision semana passada, que foi mais pra conversar como estão as coisas no trabalho, e para nós voluntários, pra gente poder dizer o que está achando disso tudo. Teve feedback também, e apesar da minha coordenadora não ter sido específica, ela disse que estou me saindo bem =). Falei o que achava até de morar aqui, do trabalho, do dia a dia… Minha supervision durou 1h todinha e depois, claro, achei que não falei tudo, huahua! Mas minha coordenadora é legal e tudo que me incomoda ou o que eu quero, eu posso falar a qualquer hora. Fora que tem o Junior, com quem eu posso contar nos momentos de stress maior!

Em geral, nós somos nossos maiores críticos e eu acho que não faço nada além daquilo que eu deveria fazer, que é cuidar do bem estar dos alunos e do aprendizado diários das atividades do dia a dia. Mas aparentemente tô fazendo isso direito ao ponto de ter sido elogiada algumas vezes já. É importante ter esse tipo de feedback pra motivar e estimular a continuar fazendo um bom trabalho, um trabalho direito (uma vez tive uma palestra de rh que falava que a motivação tinha que ser interna. papinho furadíssimo de empresa que não sabe motivar – ou não quer – o colaborador).

O J. e o SM. geralmente chamam meu nome mesmo sem eu estar na casa, o SW. já até me pediu pra ler pra ele (e sempre vem sentar do meu lado no lounge), o C. parece mais confortável quando estou no recinto, sempre me divirto com o SJ. e outro dia o M. foi me puxando pelo braço quando falei que era hora do banho (ele repetiu outro dia, acho que ele realmente curte o banho!), sem contar outro dia que eu estava com o B. da outra casa, e ele subiu até o college mó feliz comigo. Essas coisas que fazem valer a pena um dia longo de 12h, ou limpar um quarto de cima a baixo depois de um momento “privado”…

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Banhos romanos noturnos

Monday, October 11, 2021 at 10:30:00 AM

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A gente imagina que vai pra Europa fazer aquela grand tour e conhecer tudo o que os livros de história nos ensinou. Ai a gente chega lá, trabalha um monte e tem preguiça até de escolher o que comer. Apesar da preguiça, numa tarde cinzenta a gente resolveu que ia sim conhecer algo diferente.

Na terça, acordamos todos depois do almoço e, como o pessoal da fazenda tinha o carro pro dia, resolvemos que era um bom dia pra ir visitar Bath. Eu ainda consegui correr até em casa pra comer, mas o pessoal achou melhor sair o quanto antes e tentar chegar á antes de escurecer. O caminho foi meio boring, mas chegando na cidade, nossa, que graça! De longe dá pra ver os prédios todos feitos de pedra branca, que só é encontrada na região. O problema, como sempre, foi achar um lugar pra estacionar, quase nunca tem na rua, quase sempre tem que pagar, quase sempre é caro… Mas achamos um estacionamento e fomos… Comer! Os meninos estavam verde de fome, e de qualquer forma, chegamos tarde mesmo. Fomos direto pro Mc Donald’s. Fazia tempo que não comia tanto Mc Donald’s assim!!!


Não parecia, mas já está vamos no centro da cidade, onde ficam os 2 banhos romanos, e fomos dar uma volta. Quase tudo é um calçadão de pedestres, é bem bonito e agradável, pena e já estava escuro. A maior pena mesmo é que os banhos já estavam fechados e não vimos nada =(. Mas andamos um monte, fomos até o rio, descobrimos um parque na margem e ainda acabamos num Starbucks <3


O melhor dessa viagem mesmo foi passar todo esse tempo junto conversando de tudo da vida, filosofando e nos conhecendo. São pelo menos 90 minutos de viagem cada trecho e a volta ainda fizemos no maior breu! Mas valeu tudo a pena!


Na quarta, ficamos mais quietos. Fui ainda até o Sainsbury’s e voltei no maior escuro. Acho que não quero repetir essa experiência não! Pra compensar, entrando pela Lanterna, vi o caminho iluminado por lanterninhas coloridas (potes de vidro colorido e com vela dentro), porque é época do festival das luzes (algo sobre como o sol se põe cada dia mais cedo). Quando cheguei, o Henrique T. me lembrou que a gente esqueceu totalmente do treinamento da semana. Oh well… No dia seguinte nem lembraram na reunião, ufa! Alias, reunião bem tranks, e o melhor, nossa coordenadora disse que nós voluntários não temos que assinar o ponto, uhul! Também achava meio inútil, já que gente não recebe a mais ou a menos pelas horas trabalhadas (nunca ficamos mais anyway). Aproveitei pra pedir pra mudar minha dieta e vamos ver se consigo voltar pra Dunkan, tá foda comer tanta farinha e batata!

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Minha rotininha

Monday, October 4, 2021 at 10:30:00 AM

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O começo da minha semana de trabalho foi muito boa. Sexta cheguei pro trabalho um pouco antes dos alunos voltarem das aulas, foi tranquilo, e no fim fiquei com alguns alunos que dão menos trabalho. Pela prieira vez almocei com o C. (um dos gêmeos) e o almoço na sala menor foi relaxante. Depois do almoço ele foi ajudar a secar a louça e o JD. deu um pouco de trabalho, mas também ajudou depois. ó na hora de ir pra aula que eu achei que ia morrer, porque ele saiu correndo em direção oposta aos demais que eu estava acompanhando, mas por sorte a cozinheira estava voltando e me ajudou.

Essa foi a primeira vez que fiquei no grupo azul, que tem alguns dos alunos mais difíceis (por acaso, de 5 alunos, 4 são da nossa casa!) e eu fiquei com o M., que não parecia estar afim de fazer nada naquele dia. E olha e eu tentei! Nem comer ele estava muito afim. O J. também é dessa turma, e depois de ele ir pra natação, ele voltou perguntando de mim <3. O J. era um com que eu nunca achei que fosse me dar bem, e hoje eu adoro!

Voltei correndo com o M. pra casa porque ele precisava de private time, mas logo troquei pra cuidar do J. Ele tava bonzinho, ficou um tempão cantando sozinho, só ficou mais ansioso quando começou a ficar com fome, claro. E claro que no jantar, comeu com todo o apetite possível. Na hora de dormir tive que esperar no sofá do quarto dele até ele pegar no sono mesmo, acho que ele ainda tá estranhando o quarto novo e o calor. As temperaturas do lado de fora chegam ao dígito único, mas não é o suficiente pra esfriar o quarto as vezes.

Sábado é meu dia longo, mas o pior mesmo desse dia é ter que acordar cedo (8h30 da manhã, acho um abuso!!!). Sempre começo tomando café no trabalho, então invariavelmente tomo café com algum aluno. Pra mim, depois de acordar cedo, a pior parte é ter que interagir logo cedo. Sofro muito!

Sábado também é dia de fazer a feira, então passa rápido. Sempre levamos o N. e algum outro aluno da casa, já tentamos levar o SM. mas ele não gostou muito, então temos levado o R. e levamos o Ma. da escola. Como o tempo não estava bom, a feira estava vazia e fizemos a compra em tempo recorde! Voltamos cedo e também almoçamos cedo, um almoço até que tranquilo. E como trabalho 2h no dia, tenho direito a 1h de break, que eu uso pra voltar pro meu quarto e tirar um cochilo, haha!

Depois do cochilo, fomos fazer compras de supermercado e foi mais puxado, porque o super mercado é mais cheio e maior. Foi rápido também, mas bem cansativo. O que eu notei é que aqui as pessoas não se importam muito com a forma de organizar as compras. Não sei se é por causa dos meus pais, mas eu sei que a gente faz as compras setorizadas pra evitar desperdício de tempo, e também já organiza os produtos, tipo frios, congelados, limpeza comida, etc. Aqui vai tudo junto e misturado, e depois pra organizar no carro e na casa é um saco. E dessa vez, por causa dessa falta de organização, as compras caíram todas no porta-malas e um dos vidros se espatifou (não espatifou mais quando a porta abriu porque eu tirei do caminho por dentro da van). Tanto que a shift leader que foi comigo ficou impressionada com minhas habilidades de organização de compras. E quem me conhece sabe que organização não é exatamente o meu forte…

A noite foi ótima, apesar de ficar com o SM desde a volta. Aprendi a lidar com ele, mas voltei cansadona das compras e não tava muito afim de passar 5h falando e sendo animada. No jantar ele foi pra antiga casa dele (antes de ele ir pro college) e eu tive um break. O jantar foi super relax, a gente deu risada, ouviu Beyoncé, falou bobeira inofensivas, hehe… O J. pediu pra eu sentar perto dele mas me ignorou o jantar todo, haha! Ah, ainda vimos uns fogos que vinham da cidade. Ou tentamos, hehe…

SM voltou, mas logo foi tomar banho, e como tomou a medicação antes de ir jantar, estava pronto pra dormir cedo. Ainda fiquei um tempo do lado de fora do quarto dele, ele fala sozinho as vezes, mas logo sucumbiu ao sono. Ai desci pra relaxar e fiquei rindo da desgraça alheia. É tão mais divertido interagir com os alunos quando não é você que é responsável! E como a maioria dormiu cedo, ficamos nós conversando no escritório XD

A brasileirada claro que queria sair pra comemorar o aniversário da Aline, mas nossa, depois de 12h de trabalho, sem condições! Desci só pra dar um abraço nela e fui pra cama cedo. Ou tão cedo quanto possível, hehe…

No domingo, cheguei em casa pra almoçar e estava tudo tão quieto… Quando encontrei minha coordenadora, ela explicou que só tinha 3 staff pra 5 alunos e eles estavam rebolando pra que nada saísse do controle. Aparentemente ela conseguiu! Depois de comer, subi rapidinho para ajudar.

Passei o dia com o J., que ficou reclamando de dor várias vezes, mas a gente não conseguiu descobrir o que era. Primeiro achamos que era de estomago, mas ninguém com tanta dor consegue comer tanto, haha! Mas ele estava incomodado e não estava num bom dia, então foi difícil passar tanto tempo com ele. E pra piorar, com tanta chuva nesses dias, o trampolim estava encharcado e ele nem conseguiu relaxar lá… Acalmou no jantar porque tinha coisas que ele gosta, mas foi difícil botá-lo pra dormir. Um dos outros staff teve que me ajudar, e no fim ele acabou dormindo antes da gente terminar o turno.

Segunda achei que seria mais tranquilo. Comecei o dia no trabalho relax, no quiet room, que é do lado do quarto do SM., que parecia ok, falando sozinho. Até que ele começou a se esgoelar de tanto chorar. Era um choro muito sentido! Como o outro voluntário estava sozinho com 3 alunos quietinhos, fui ver o que era. Sério, parecia que tinham matado a mãe do menino. Até o Junior subiu pra ver o que era! Quando entramos no quarto e perguntamos o que era, nem o menino sabia dizer porque estava tão chateado! Mas ainda bem que já era quase hora de voltar pra aula e ele se reanimou rapidinho. Quando ele saiu de casa, nem parecia que tinha tido um colapso, haha! Eu fiquei de levar 3 alunos pro grupo amarelo, mas o J* resolveu sair correndo pro lado oposto e quase me matou do coração! Por sorte a cozinheira estava voltando de uma das salas e eu pedi pra ela cuidar dele enquanto levava os outros 2 pra aula. Na volta, o shift leader conseguiu levá-lo pra onde precisava e eu fui pro grupo laranja, que é o que eu mais gosto, hehe…

Nesse dia, tivemos aula de artes, com música e um pouco de teatrinho no salão de apresentações. É uma aula bem relax, junto com a turma do azul. Na turma do azul só tem 2 alunos que param quietos, haha! Foi engraçado, porque o M., o J. e o R. ficaram correndo a maior parte do tempo! Mas foi legal porque eu tava com o SW, que estava num humor super bom e estava muito bonzinho!

Na volta da aula, fiquei com o M. que estava meio inquieto. Teve seu private time e não parava de levantar da cadeira depois disso, indo no banheiro toda a hora! E também estávamos com poucas pessoas trabalhando, então o jantar foi um pouco mais desafiador… Mas por incrível que pareça, deu tudo certo! Depois das tarefas da casa, supervisionei o banho do M. e acho que isso o fez acalmar um pouco. Deu pra sentar na sala de estar e descansar, só com o ocasional comando pro M. não sair correndo pela casa, haha!

Depois do trabalho, saímos com o pessoal da fazenda e fomos pro karaoke em Bournemouth de novo. Tava menos vazio, e a drag queen que comanda a noite estava muito engraçada! Ela até perdeu a peruca em uma performance! De lá, fomos pra famosa co-worker room da fazenda.. Que estava vazia! Aparentemente a noite não tava tão boa assim e ninguém quis nos esperar. Mas ficamos lá mesmo assim, conversando, até bater a fome e irmos pra cozinha da casa do Gui comer croissant =P

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Baladinha da folga

Monday, September 20, 2021 at 10:30:00 AM

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Claro que a gente não ia passar tanto tempo sem uma baladinha, né? No meio do half term, fomos para Southampton numa balada chamada The Edge. Foi quando conheci a amiga da fazenda dos meninos, a Jade, bem gente fina.

A balada... Não foi nada demais. Os meninos se divertiram muito, e eu achei engraçado. O que conta é a cia, né?

Obviamente em algum momento eu e o Franco encostamos numa mesa enquanto a galera aproveitava a pista. Queríamos entender porque o garçom tinha piercing num mamilo só. Doeu tanto que ele não quis furar o outro lado? Fiquei incomodada da assimetria, hahaha!


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Londres... again! (ou já que estamos na Inglaterra...)

Monday, September 13, 2021 at 10:30:00 AM

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Como a Sheiling é uma escola, eles tem breaks a cada 2 meses mais ou menos, e a gente ganhava uma boa folga. Esse primeiro half term caiu nas última semanas de outubro (de 2015).

Já nossos amigos na fazenda não tinham a mesma sorte. Porém eles conseguiram uma folga nesse período e resolvemos ir pra Londres, pro novo voluntário conhecer. Lá na fazenda eles tinham a possibilidade de pegar um dos carros da propriedade pra usar pro próprio lazer, e foi assim que fomos pra lá.

Dessa vez quem escolheu o hostel foi o Guilherme. Pegou um lugar meio fora de mão, mas que tinha sido usado como parque olímpico e tinha um bom preço.


Mandou benzão! Os quartos eram para no máximo 3 pessoas, e os banheiros eram compartilhados com só outro quarto desses. Confesso que a manutenção dos quartos não era das melhores (coisas meio rachadas, quebradas), mas era bem limpinho e confortável. O lugar realmente era longe, no Cristal Palace, mas tinha estacionamento gratuito e café da manhã.

Chegamos em Londres cedinho, e como era uma viagem pro Franco, a primeira coisa que fomos ver foi a Abby Road. Menino Franco muito fã dos meninos de Liverpool.


Óbvio que lá no cruzamento, vazio, numa manhã cinzenta e fria, encontramos com brasileiros. Eles estavam na Irlanda pelo "Ciência sem fronteiras" (ah, como era bom quando o governo se importava com a população, né?).

Depois a gente resolveu ir pra Notting Hill, por que não? O que podia dar errado, né? Lindo sábado nublado, 4 amigos desvendando a capital inglesa.

Finalmente encontrei a porta azul!!! Pena que o Hugh Grant não tava lá...

Demos aquela volta marota, bem turista, sem nenhum pence, só olhando mesmo.

E eis que no retorno pro carro, tivemos aquela surpresa nada agradável.

No Brasil a gente tem os flanelinhas, na Inglaterra a gente tem as leis de estacionamento. Que cada rua, cada quarteirão, tem a sua. E azar o seu se você não leu a placa mais próxima ou a placa certa. Tipo a gente que achou que, como a gente estacionou de boinhas perto da Abby Road, podia estacionar ali perto da Portobello. LEDO ENGANO. Levamos é uma belíssima multa.

Mas ok, ainda tinha o resto do dia pra gente se sentir azarado em Londres, e a gente foi turista se sentindo mais pobre ainda.

Dar aquele "oi" pra tia Bete


Love wins

Se alimentar

A noite o Gui e o Henrique ainda caíram na balada, mas eu e o Franco, idosos de alma que somos, preferimos ficar no hostel e DORMIR. Esse foi o fim de semana do fim do horário de verão, e ao contrário do Brasil, o horário vira as 2 da manhã, que é o horário do tall "last call", quando servem a última gota de álcool nos bares e baladas.

No dia seguinte, acordamos para tomar café da manhã (que nem era grandes coisas, mas já que tava incluído, aproveitamos mesmo assim) e fomos passear mais. Tomando cuidado com os lugares onde estacionamos, claro.

Domingão ensolarado na TOWER BRIDGE (pelo amor da rainha, essa é a TOWER Bridge, tá do lado da TOWER of London)

Claro que não faltou um Starbucks na viagem, já que na nossa cidadezinha não tinha.

Fomos para Canary Wharf também. É uma parte mais nova da cidade, cheia de prédios modernos e um centro comercial. Entramos num supermercado para comprarmos um lanche eu eu comprei um FRANGO ASSADO. Alguém com fome?

Também passamos no shopping PORQUE NÉ, antes de ir embora. Não queríamos ir embora a noite, mas com o fim do horário de verão, a noite chegava um pouco mais cedo do que a gente queria...

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O tal do half term

Monday, September 6, 2021 at 10:30:00 AM

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 Eu mal voltei da viagem pra Londres e...


O camp hill é uma escola, então chegou o fim do bimestre. Mas também é residência estudantil, e os alunos ganharam 2 semanas de folga. Uma coisa meio semanado saco cheio, pra delimitar o tempo. Com isso, nós voluntários, também ganhamos 2 semanas de folga XD


Também quer dizer que 2 meses já se passaram desde que eu cheguei aqui no interior da Inglaterra. 2 meses de camp hill. Pra quem me conhece, sabe que eu não me sinto muito confortável em nenhum trabalho novo antes dos 3 meses. É sempre muita informação nova pra absorver, muita gente nova pra conhecer e sempre aquela insegurança de “eu tô fazendo certo?”


Ainda sinto o stress de trabalhar com tanta gente nova, na supervisão de tantos chefes (são 4 shift leaders a quem eu tenho que responder durante meus turnos), com tantos alunos, mas, apesar do trabalho ser totalmente diferente de tudo aquilo que eu já fiz na vida, o trabalho é o que menos me preocupa. Não que eu não ligue para o que eu faça, mas a relação com o trabalho é outra. Então vou contar com um pouco mais de detalhes o que é que faço aqui.


Basicamente, a vida é separada entre o trabalho em casa e o trabalho na escola. Durante a semana, temos 8 alunos morando na casa, e mais utros 8 que só passam o dia (tecnicamente eles só fazem a refeição na nossa casa).


O trabalho em casa é cuidar das necessidades mais básicas dos alunos. É dar suporte desde ajudar a fazer as refeições da melhor maneira (para alguns é usar os talheres direito, para outros é conseguir ficar a refeição toda na sala, comer todos os tipos de alimentos, etc), ajudar nas tarefas da casa (tirar a mesa, limpar a sala de jantar, lavar pratos, enxugar pratos, colocar a mesa, etc), achar entretenimento nas horas livres (caminhar, pular no trampolim, saídas da escola, ouvir música), até as coisas mais “pesadas” como usar o banheiro e tomar banho.


O trabalho da casa é o que estou mais acostumada devido ao meu horário que geralmente é da tarde pra noite e no fim de semana. O primeiro banho a gente nunca esquece, mas já me acostumei a isso, mesmo todos os residentes serem meninos. Aprendi que é mais fácil fazer na banheira, no chuveiro faz mais bagunça, mas é passável. Nenhum tentou me afogar nem nada parecido e no geral todos se comportam e deixam a gente ajuda-los. Ninguém ainda fez necessidades na banheira!!! Alguns precisam de toda ajuda para se vestir, mas eles também se comportam nessa hora. E nem ligam se você escolher as coisas pra eles. Os que se importam conseguem se virar sozinhos. Limpar cocô eu fiz 1 vez com ajuda, não foi a melhor coisa que já fiz na vida, mas não morri e se tiver que fazer de novo, tudo bem. O resto então é fichinha. As vezes a gente dá uns deslizes na hora das refeições, os alunos “passam a perna” nos nossos momentos mais desatentos, mas a gente tenta sempre fazê-los se coportarem da melhor maneira a mesa. As saídas até agora foram bem sucedidas. A maioria é para dar uma caminhda na praia, as vezes com direito a 1 drink ou um lanche no final, e eles sempre se comportam. De sábado geralmente levamos 1 ou 2 alunos para fazer feira e tem sido só sucesso também, pelo menos para eles entrarem em contato com aquilo que vai na mesa (temos cozinheira durante a semana) e também sairem um pouco de casa.


No trabalho na escola a gente dá mais suporte pedagógico. Na verdade, fazemos as atividades com eles. Já saimos pelo campus atrás de folhas e gravetos para fazer uma obra de arte naturalista, já fomos bater uma bola depois de armar um gol, mas também ficamos em classe pintando cartolina para fazer algum artesanato, tipo construir chocalhos ou caçadores de sonho. Nas aulas mais básicas, ajudei a colocar ordem numérica (temos que perguntar pro aluno a ordem dos números) e na mais avançada levamos os aunos para fazer uma pesquisa de preços de uma lista pequena de compras para a sala de aula. E todos tem alguma terapia durante a semana, as dos dias que eu fico em aula sempre são de música (a gente vai pra um salão mais calmo, com música, e faz umas coreografias enquanto a professora guia com algumas palavras sobre espiritualização).


Eu acho mais difícil ficar na escola porque nem sempre eu sei como ajudar, fico meio perdida, as vezes eu me sinto meio incapaz. As atividades são simples, mas ficaram muito distantes na minha memória. Fora o medo de errar e ensinar algo de uma forma que não condiz com a missão da escola.


Mas depois de 1 mês e meio com os alunos, já deu pra pegar alguns macetes até sobre os alunos que só passam o dia. Os que são mais agressivos são alguns residentes, mas nada super amedontrador. É que ninguém curte levar um tapa por nada, né? E eles não tem noção de força, as vezes eles não querem machucar, mas não sabem dosar o comportamento. E mesmo com esses agressivos, eu não me importo de trabalhar. O J. tem “fama” de agressivo, mas é um dos que mis gosto. Ele passa boa parte do tempo cantando (errado – a mesma música!) ou fazendo algum som e é muito engraçado! Ele ama o trampolim e pode passar 1 hora lá fácil. Também gosta de ver videos no tablet e as vezes pede pra gente procurar imagens na internet. E tem bom gosto musical! Verdade que as vezes alterna de Fun Song Factory a Oasis, mas tá valendo =P O M. não vocaiza e passa um tempão assobiando sentado, mas é bom que com ele não tem conversa, literalmente, HAHA! É que tem o SM. também, que não cala a boca,ntão é um bom contra ponto =P Dos que passam o dia, não posso negar minha preferência pelo C., um dos gemeos. O irmão está na outra casa e vai pra outra sala, mas os 2 são os mais fofos! Eles gostam de ritmo (amam a terapia de música!) e de massinha. O da outra casa é um pouco mais independente, ele pede pra ir no banheiro, pede tempo de descanso, essas coisas, já o C. tem que ser lembrado do banheiro (mas está melhorando) e é um pouco mais tímido.


Trabalhar com gente que tem tanta limitação te da outra perspectiva sobre a vida no geral. No começo parece meio frustrante pois não temos a mesma resposta que estamos acostumados com outras pessoas “normais”, mas aprendemos que cada um reage a sua maneira e não quer dizer que é melhor ou pior. A primeira vez que cada um dos gemeos sorriu pra mim foi lindo, até hoje adoro quando consigo fazê-los sorrirem pois aprendi que é um sinal de aprovação, de que está dando certo! Ou então quando o S. (que tem down e autismo) responde aos seus comandos ou se diverte na sua companhia. Ou quando o J. pede um abraço (ele me deu 2 abraços de supresa que quase me mataram do coração, ai disse que ele tem que pedir e mais tarde ele fez o que ensinei na frente de outra pessoa, foi tão legal!). Ou quando o SM. chega e fala com a voz mansinha “I missed you!”


Não vou mentir e dizer que preferia estar trabalhando, ócio é meu estilo de vida, essas 2 semaninhas são providenciais, mas eu já acho que no fim, vai dar aquela saudadinha gostosa até dos perrengues que vão surgir no meio do caminho.


Enquanto isso, bora curtir a folga prolongada!

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Aniversário do outro lado do Atlântico

Monday, August 30, 2021 at 10:30:00 AM

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Uma vez eu vi num programa de tv que passar o nosso aniversário viajando era uma boa coisa. Já passei alguns fora de casa, e pelo menos no dia, sempre foi bem legal!

Meu aniversário na Inglaterra não teve nada de super produzido. Eu ganhei um cd do Justin Bieber, só pra me zoarem de eu falar que aquele cd ("Purpose") finalmente justificava os anos de hype =P

Mas a noite, saímos para uma "balada". Tinha um bar em Bournemouth, onde rolava um karaoke das drags, que não pagava pra entrar e o pessoal curtia ir. Eu achava engraçado de estar lá com os meus amigos, e era tudo o que importava.


 

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Finalmente, fui pra aula!

Monday, July 26, 2021 at 10:30:00 AM

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Cada turma tem uma sala diferente, com aulas diferentes, pensadas para o desenvolvimento e necessidades específicas do grupo. Cada sala é uma sala, e a gente que dá suporte que tem que se adaptar. Mas com o tempo a gente vai entendendo como as coisas funcionam, e até acha uns macetes pra se infiltrar em aulas diferentes!
Minha curiosidade sobre as aulas se deu pelo fato de que ficando dentro de casa eu não sentia que estava desenvolvendo nada. Pelo menos não de uma maneira linear, focada e tangível. E também porque eu queria ver o que tanto tinha nessas aulas! Eu nunca tive contato com gente com necessidades especiais – exceto uma colega de classe no pré, que tinha down, mas como criança, pra mim não fazia diferença na época – e eu não sabia exatamente o que teria nessas aulas.

Na quinta em que a reunião da casa foi da outra casa (não na minha) eu finalmente ia ter oportunidade de descobrir, já que ia ter que ir pra sala acompanhar os alunos da outra casa (já que o staff estaria em reunião, claro).

Fui pro grupo cinza, do menino com down e autismo, e ele já estava lá. Na verdade, ele nem saiu da sala para o almoço, haha!

A aula funciona assim: a gente leva os alunos para as salas, mas não necessariamente fica naquela sala. E quando fica, não necessariamente fica com alunos da nossa casa. É a professora que determina quem ajuda quem.

No começo dessa aula, ia ficar com uma menina autista muito da esperta. Mas ela não estava num dia bom, então me colocaram com outra menina, que também tem autismo e um sério problema na coluna (ela parece curvada para trás quando senta, sem nenhuma flexibilidade).

No começo da aula, os alunos não fazem muita coisa, então a menina ficou brincando com uma areia colorida, feita para escola. Ela parecia muito feliz, mas não deu a menor bola pra mim.

Na hora da atividade, a professora acabou me trocando de novo e fui ficar com o menino da minha casa. A atividade era ordenar atividades numeradas. No fim, era colocar ordem nos números, o que tinha escrito na tira acabou irrelevante. Meu papel foi basicamente perguntar o que vinha primeiro: 1 ou 2? 3 ou 4? E assim por diante.

A maioria das atividades são bem básicas, e quem lembra da pré escola deve lembrar dessas atividades manuais e simples. Elas desenvolvem coordenação motora, consciência de ordem cronológica, continuidade, etc. São a base do que a gente usa pra entender a vida no geral. A gente desenvolve essas capacidades cedo na vida para poder prosseguir com o resto da nossa educação. Agora imagine que a cabeça desses alunos não funcione como a nossa. O aprendizado é lento, mas tem que ser consistente e constante.

Depois ainda tivemos que colar o resultado, ainda que irregular, num sulfite. E nessa hora veio a dúvida: no fim, pra quem é essa atividade? Parece que fazemos tanto e alguns alunos não estão nem de mente presente no recinto… Eu ainda tentei fazer o aluno passar a cola de bastão no papel pra colar, mas ele não estava muito interessado nisso.

Depois, mostrei um livro de bichinhos para ele, e ele escolheu ver vídeos no iPad antes de voltar pra casa. O que não significa que ele voltou pra casa no horário, haha! Umas 5 pessoas diferentes tentaram, mas até o horário que eu fui embora (umas 17h), ninguém conseguiu movê-lo!

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A ansiedade para conhecer as aulas

Monday, July 19, 2021 at 10:30:00 AM

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Meus horários no camp hill eram bem estranhos, quando para pensar nisso. Mas eu entendo que eles usem os voluntários para cobrir os momentos com staff mais escasso, que é o fim de semana. Com isso, porém, demorou para eu pegar um dia "normal" dos alunos. Eu estava curiosa para ver como eram as aulas deles. Então quando a priemira segunda-feira de aulas chegou, eu estava bem animada!
É uma sensação incrível esperar pra segunda chegar. Achava isso impossível com um trabalho, mas esse dia chegou! Eu finalmente levaria um aluno pra aula e veria como é essa coisa de “college” para alunos com necessidades especiais.

Como contei, eu almoço com os suprimentos da casa onde eu trabalho, e eu prefiro usar a cozinha de lá, que é bem maior e mais moderna, porém tem o pequeno empecilho de que obviamente, toda cozinha aqui no camp hill é usada para os alunos nas refeições. Mas eu dou um jeito, chego no final da refeição e, ou como o que eles estão comendo, ou faço alguma outra coisa rápida pra mim (já que geralmente trabalho a tarde e a noite).

Na minha primeira segunda de aula, me colocaram pra trabalhar com um menino que dorme só durante a semana na casa e tem síndrome de down, autismo e epilepsia (é, e tem gente que ainda acha que tem muito problema na vida…), mais pra “treinar” com a outra menina que geralmente fica com ele do que pra eu mesma fazer alguma coisa.

Deu o horário, todo mundo saiu e… O menino empacou! Não levantava do sofá por nada! Sério, é difícil, a rotina é sempre a mesma, mas sei lá, cada cabeça é uma sentença mesmo. Nesse dia ele simplesmente resolveu que não ia levantar do sofá e não levantou! Tentamos de tudo, mas nada adiantou. Música, atividade, comida… Ele não se animou com nada! E pior que ficar sem fazer nada cansa, né, o tempo não passava!!

Os outros alunos voltaram, tomaram lanche da tarde, fizeram o maior barulho… E nada moveu o menino do lugar. A outra staff foi embora, e nada. Ai veio o jantar… E nada! QUATRO HORAS sem levantar nem pra ir no banheiro! E o desespero que bate nessas horas?

Ai resolvi pular a agenda do dia e perguntar se ele queria um banho, sei lá, né… E não é que foi o que fez ele levantar do sofá??? Parecia palavra mágica! Ele subiu, entrou no banho, deixou eu dar banho nele, lavar o cabelo… Vai entender!

Depois o Junior ainda conseguiu fazer ele comer, pra poder dar os remédios, que são bem fortes, e apesar do menino não ter levantado a bunda da cadeira o dia todo… Dormiu como um anjo!!!

Mas não foi dessa vez ainda que eu fui conhecer o college =( 

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Reflexões após 1 mês de camp hill (23 de setembro de 2015)

Monday, July 12, 2021 at 10:30:00 AM

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O tempo passa muito rápido quando você está aprendendo algo novo. Um mês se foi sem a gente perceber! Mas foi um mês muito bom, fazendo a diferença na vida de alguém, e aprendendo muita coisa útil pra vida. Não tenho do que reclamar dessa experiência, do voluntariado.
E já faz 1 mês que tô morando aqui em Ringwood.

Sempre morei em cidades relativamente grandes no Brasil, mas toda vez que fui morar fora, acabei em cidades pequenas (na época da Disney, apesar de Orlando não ser uma cidade pequena, eu viva no microcosmo cast memberístico) e hoje vejo que isso é uma das melhores coisas que me aconteceu, ao menos financeiramente, HAHA!

De verdade, viver numa cidade pequena te faz conhecer melhor a cultura local, te faz aproveitar mais as experiências e te faz gastar menos, claro!

Eu recomendo morar em uma cidade pequena se for por um período determinado, se a proposta for algo específico, alienado da cidade em si. Por exemplo, quando fui fazer as matérias da faculdade no Canadá, o intuito era estudar e morar no campus, não fazia diferença morar numa cidade grande. Aqui a proposta é o trabalho, conhecer uma nova cultura, viver ~de boas~, não ficar zanzando de um lado para o outro.

Até agora a experiência no geral tem sido bastante positiva. Tenho muito a aprender, mas já sinto que levo uma vida bem mais light do que levava no Brasil. A relação com o trabalho com certeza é outra, muito mais saudável!

Minha única crítica, e acho que vai ser a coisa que eu mais vou reclamar, é sobre a higiene. Sorry, mas os europeus são meio porcos e não há nada que me faça entender porque eles não seguem normas mais rígidas. Não tô falando que tem que ter faxineira nem nada, mas nossa, toda vez que vejo um europeu lavando louça eu quero morrer (o que tem me feito lavar muita louça porque não confio na limpeza daqui). Nem vou falar sobre banho, né? Ao menos os alunos tem sempre que tomar banho, todo dia. Mas quem trabalha aqui… Acho que um exagero pra mais em higiene não faz mal, então vou continuar nesse exagero, não quero voltar pro Brasil e as pessoas ficarem com nojo de mim, haha!

Até a comida tem superado expectativas. Tem sempre salada ou legumes cozidos, podia ter mais carne, de todos os tipos, mas vou relevar porque não é tão barato, e o gosto não é ruim, só podia ter mais sal, mas não vou reclamar muito porque sódio de mais é prejudicial de qualquer forma e tem chá em todo lugar sempre, o que pra mim já é melhor do que conseguir achar suco de laranja que seja gostoso, haha!

Ao mesmo tempo que parece que estamos aqui há tanto tempo, que já vivemos tantas coisas, nem parece que já faz 1 mês que chegamos ao camp hill. Daqui a pouco faço mais um aniversário, mais um natal vai passar, outro ano vai acabar e logo estarei de volta ao Brasil… Ou não!

 

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Trabalho de verdade

Monday, July 5, 2021 at 10:30:00 AM

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Todo mundo me pergunta como é o trabalho aqui. Já estou na terceira semana, já faz 1 mês todo que cheguei aqui na Inglaterra, já estou mais habituada. Vou tentar descrever como são os dias, embora eles possam ser imprevisíveis as vezes.

Eu parei no fim do treinamento no último post de propósito, hehe. Foi depois disso que meu trabalho começou de verdade.

Cheguei um pouco antes do final das aulas (na sexta). Sexta é o dia que 3 dos nossos alunos vão embora para passar o fim de semana com suas famílias. Eu sei que algumas famílias moram longe, mas eu não consigo imaginar um família brasileira deixando seu filho em uma instituição por 6 semanas sem nem ao menos vir vê-lo de vez em quando. Ainda mais que a Inglaterra é tão pequena! Mas enfim, diferentes culturas, né?

Os pais daquele menino que recepcionei na segunda vieram buscá-lo e achei bem fofinho. O menino não tem essa ideia de carinho que temos, mas você percebe a sutilidade da diferença de humor quando passa mais tempo. Ele estava animado de ver a família, mas também parecia bem feliz com sua primeira semana na escola.

Depois de passado o pequeno caos de ter tanta gente de volta ao mesmo tempo, cada co-worker ficou com um aluno. Me deixaram com esse menino que tem Fragile X, um tipo de síndrome que compromete o aprendizado e o convívio social. Ele repete a mesma coisa muitas vezes e tem alguns comportamentos obsessivos, como pedir para soletrar várias coisas, uma atrás da outra. Esse aluno também tem pouco tônus muscular e coordenação motora comprometida. Mas consegue se virar bem, se alguém der ordens e mantê-lo focado na tarefa.

Para o primeiro dia, que eu nunca tinha trabalhado com ele, fomos bem. É meio desgastante, especialmente para uma pessoa como eu, que gosta de momentos de quietude, porque o menino não cala a boca, hahaha! Mas ele me mostrou a casa (algumas muitas vezes), me mostrou sua coleção de fotos (muitos alunos tem fotos da família e amigos nos quartos que eles gostam muito de olhar e falar sobre) e conversou sobre as pessoas do seu dia a dia. Acho que a novidade (eu) foi boa para ele.

O jantar foi bom, apesar da coordenação motora limitada, ele consegue se alimentar sozinho. As tarefas depois do jantar eu que fiz, mas já aprendi que posso deixar os alunos fazerem, sem dó, dando instruções e ficando de olho. As vezes parece meio "abuso", mas se não deixarmos eles fazerem sozinhos, eles nunca vão aprender!

A hora do banho foi mais fácil, foi praticamente só colocar o aluno dentro da banheira. Particularmente eu tenho nojo de banho de banheira porque a água fica ali parada, você lava a sujeira e ela volta porque a água continua no mesmo lugar, HAHA! Mas já é melhor do que não tomar banho. A maioria desses alunos não entendem a necessidade do banho, não entendem consequências sociais, etc. Mas eles sabem se lavar ou então não reclamam de que alguém lhes dê um banho.

A hora de ir para a cama também não foi traumática. É só dar boa noite e deixar o aluno no escuro na sua cama. Dificilmente eles levantam depois, mesmo que leve um tempo para caírem no sono.

Meus sábados são meus dias mais longos. Chego na hora do café da manhã e só vou embora depois que todos estão na cama. Mas os fins de semana são os mais dinâmicos, com atividades fora do campus.

Nesse meu primeiro sábado fomos no mercado de frutas e verduras, fazer a compra da semana. Durante a semana, são pelo menos 30 pessoas no almoço e umas 20 no jantar. Sempre tem salada e 1 dia de comida vegetariana.

Nesse dia eu percebi que eu não manjo nada de comida na Inglaterra, haha! Tinha vários itens da lista que eu nem sabia o que era. Falei pro moço da banca que não era daqui e tinha coisas que eu não sabia a cara, haha! Ele foi bonzinho e ajudou. E nossa, a compra foi bem grandinha!

A tarde fomos no super mercado comprar outras coisas, mas só com 1 aluno dessa vez, porque era um ambiente mais estressante (muita gente no mesmo lugar), mas correu tudo bem. E a compra também foi gigante!

As noites são parecidas, mesmo nos fins de semana. É jantar, ajudar na arrumação, banho e dormir. As vezes o jantar sai mais tarde, mas não muda o esquema. De fim de semana ficam 2 alunos que precisam de ajuda para o banho só e 1 deles é tranquilo para dar banho (o outro eu nunca fiquei sozinha, mas tenho medo dele me bater porque ele é bem ansioso… e grande!).

No domingo eu trabalho só a tarde, depois do almoço. Sei que de manhã eles tem uma missa, but that’s about it. Nessa primeira semana ficamos só pelo campus, demos uma boa volta, para dar as alunos o que fazer mesmo. Tudo conta como atividade, até uma volta em volta da casa, haha! Domingo também é o dia que eu trabalho no mesmo turno do Júnior, e a gente se diverte!

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A primeira semana do voluntariado - pondo a mão na massa!

Monday, June 28, 2021 at 10:30:00 AM

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Esse é o relato daquele momento. O começo de qualquer trabalho é sempre intenso, mas desde o início eu percebi que esse voluntariado seria muito recompensador.
Trabalho é trabalho, se fosse legal teria outro nome, já diriam tantas outras pessoas… Mas se a gente tá na chuva, é pra se molhar, né? Apesar da canseira dos treinamentos, a gente estava bem ansioso pra ver como seria o trabalho por aqui.

Na segunda, a maioria só começou a trabalhar a tarde, porque de manhã não tinha ninguém no campus. Foi feriado nacional e os alunos que moram aqui só chegaram a tarde.

Fui pra minha casa comer e encontrei um dos voluntários já lá, e o Junior. É bom ter outro brasileiro na casa, qualquer um que já foi morar fora sabe como é, a gente se entende. Ele nos passou um pouco do perfil de cada aluno. Claro que a gente não memorizou metade, mas já dava pra sentir como seria. A teoria as vezes parece bem assustadora.

Tô começando a achar que essa coisa de pontualidade britânica é uma balela. As famílias só começaram a chegar quase 2h depois do horário de check in. Mas tudo bem, esse foi só o dia de chegar na casa, não tinha nenhuma atividade.

Ver os alunos e os pais chegando começou a tornar toda essa jornada mais real. Agora é tangível. A maioria dos pais queria falar com a coordenadora, então fiquei por perto pra ouvir o que eles contavam sobre os filhos. Alguns já moravam na casa antes, outros vieram de outras casas, outros de outras escolas. No total são uns 9 alunos dormindo na casa durante a semana e 5 ficam pro final de semana também.

A coordenadora me pediu pra acompanhar a família do A., que tem Prader Willis, a se acomodar. Fizemos o check list das roupas e eles contaram um pouco da rotina do garoto. Parece ser bem tranquilo, apesar de demorar para entender as coisas e gostar muito de comida. Do tipo que não sabe a hora de parar. Os pais foram bem simpáticos e animados, gostei deles =).

Aparentemente A. não tem problemas de se despedir dos pais, pois não pareceu apresentar nenhum comportamento difícil a noite. Ele é bonzinho e geralmente obedece o que se pede dele. Do tipo que tentei dar uma volta com ele pelo campus, mas não fomos muito longe, haha!

Com a maioria deles temos que lembra-los de tomar líquidos e ir no banheiro, mas o A. ao menos é bem independente nessa hora. Não foi difícil perceber que ele queria ir no banheiro, talvez ele pudesse ter ido sozinho até algum deles na casa se ele soubesse onde eles ficam ;).

A hora da refeição é um momento particular. Eles fazem uma oração (sem religião) e um agradecimento e ai uma pessoa de cada mesa serve os demais. É meio estranho, mas por enquanto ainda não tive nenhum problema.

Como eu tinha lido no perfil do A., temos que tomar cuidado com sua alimentação. Não só por causa da compulsão, mas porque ele já colocou um suporte de titânio na coluna e não pode ficar gordinho. Por sorte, a refeição do dia era salada com frango, então dei bastante salada pra ele, hehe... Eu não reclamei porque salada com proteína animal também é a minha dieta.

Depois foi banho, escovar os dentes e dormir. No banho tive que pedir ajuda, porque no perfil dizia que A. fazia tudo sozinho, mas a realidade não foi bem essa. Ele já estava cansado e estava demorando muito para fazer os passos e o Junior veio me ajudar mostrando como que dava banho nesses casos. Ainda é meio estranho, mas é como dar banho numa criança. Grande.

Depois do banho, os alunos tem que levar suas roupas e sua toalha para a lavanderia, voltar para escovar os dentes e alguns vão direto dormir, outros podem usar computador, ouvir música, etc. A. foi direto pra cama. Essa parte foi muito fácil, porque ele geralmente obedece o que é pedido, então ele deitou, se cobriu e ficou quietinho. Ah, se toda criança fosse boazinha assim!

Depois disso, no fim do dia, temos que registrar todas as atividades dos alunos num caderno, para acompanhamento. Como se comportaram, se comeram bem, se fizeram as atividades, se pareciam satisfeitos com seu dia, etc. Nesse primeiro dia, foi bem fácil.

Ainda assim, primeiros dias são bem cansativos, e eu dei graças a deus de ter folga no dia seguinte!

Como residente temporária (ou sei lá que nome eles dão aqui), tenho que me registrar na polícia, para eles saberem do meu paradeiro. Então uma das deputies me levou para Bournemouth para essa burocracia. O registro tem um custo, mas o camp hill que paga.

Fomos eu e a russa que está pelo segundo ano consecutivo aqui e foi bem rápido. Mas o registro não fica pronto na hora, então marcamos de voltar no dia seguinte. Depois disso, ainda precisava fazer o registro na policlínica de Ringwood, então pedi para a deputy me deixar lá (até porque eu não sabia onde que era). A russa aproveitou para ficar em Ringwood também, já que também era o dia de folga dela.

O registro na clinica também foi rápido, acho que é tipo um banco de dados para agilizar o atendimento, se um dia eu precisar. Eu paguei mas 200 Libras para poder usar o sistema de saúde inglês durante esse ano que estarei aqui, mas esse é o tipo de coisa que a gente paga rezando pra nunca precisar usar.

O Henrique e outros voluntários resolveram ir fazer o registro também, então resolvemos esperar eles. Enquanto isso, fomos numa casa de milk shakes ali perto e a russa me deu um milk shake de presente <3

Sentamos num banco, o dia estava ensolarado mas geladinho, e ficamos conversando, esperando o pessoal chegar. Já disse que tô amando o tempo na Inglaterra? <3

Um tempinho depois a cambada apareceu do outro lado da rua e nos juntamos a eles pra ir na policlínica de novo, ajudar caso necessário. Chegando lá, eles estavam sem a carta de apresentação, o que não seria exatamente um problema… Se a mesma moça que me atendeu super rápido não resolvesse implicar com uma assinatura, que ela não me pediu (e que eu também não tinha). Não teve choro nem vela, todo mundo teve que voltar pra trás pra pegar a assinatura (menos eu, claro).

Resolvemos dar uma volta na cidade, um dos meninos queria verificar procedimentos para abrir uma conta no banco, mas logo eles resolveram voltar pra casa por causa da fome. Eu fiquei mais um pouco passeando, aproveitando o dia, vendo lojinhas de cosméticos, hehe… Tem umas coisas interessantes, um mar de água micelar (que tá virando moda entre quem viaja pro exterior) e achei até coletor menstrual na prateleira, o que nunca vi no Brasil (aqui eu vi o mooncup, 21 Libras, ouch!).

No dia seguinte tinha que voltar a Bournemouth pra buscar meu registro na polícia, mas era de tarde, então almocei na casa onde trabalho e fui atrás da mesma deputy que me levou no dia anterior. Fomos conversando no caminho, ela me contando que já tinha ido ao Brasil, o que ela achou, o que fez, etc. Bem legal, mas isso foi há um tempão, muita coisa mudou desde então.

O registro é basicamente uma folha de papelaria preenchida a mão com um contact por cima das informações pessoais, com espaço para carimbos. Toda vez que eu mudar de endereço, tenho que reportar e ganhar mais um carimbo. Traduzindo: algo muito fácil de falsificar! Nem no Japão, onde as pessoas são mais honestas, eu vi algo assim. A moça que me atendeu até me falou pra tomar cuidado pra não perder, porque tem uma máfia que rouba esses certificados para passar para imigrantes ilegais.

Voltei pro camp hill e chamei o Henrique para irmos na cidade postar uma carta e claro que aproveitamos para dar um passeio. Mandar carta não é tão caro e talvez, se o tempo continuar ajudando, eu o faça mais vezes, hehe…

No dia seguinte, tive meu dia de 2h30. Pois é, quando vi na tabela também achei estranho, mas a coordenadora me explicou que era dia de reunião, e só por isso tínhamos essas horas…

A reunião foi longa, mas tranquila, mais sobre a volta as aulas e alguns avisos sobre os alunos, sobre comportamentos e afins. Na semana seguinte é a outra casa do college que tem essa reunião e a gente fica de “plantão” com os alunos deles para que todos participem.

Na sexta seria finalmente a nossa prova de fogo, hora de pôr a mão na massa! Mas… Na noite anterior alguém lembrou que faltava a última parte do nosso treinamento… Argh, bem de manhã!

Lá fomos fazer o tal do Proact-Scip UK, meio que uma aula de defesa pessoal sem que a gente machuque nenhum aluno e sempre mantenha a integridade física de todos. A parte da manhã foi só a teoria, nossa, eu queria morrer de sono na cadeira!

A tarde, teve a parte prática, mas a gente ficou se perguntando até que ponto aquilo ia funcionar na vida real. Provavelmente nada, pelo menos no meu caso. Os alunos mais agressivos são exatamente aqueles que são maiores que eu. Eu no máximo posso sair correndo deles se eles ficarem agressivos, hahaha! 

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O primeiro passeio da galera (26 de agosto de 2015)

Monday, June 7, 2021 at 10:30:00 AM

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Na semana de treinamento, não ficamos confinados no camp hill, apesar do cansaço que sentíamos. E eles também não são uns carrascos, e nos levaram para o primeiro passeio da galera: comer fish & chips!


Alguns responsáveis de algumas casas nos levaram até a outra cidade, Bournemouth, para experimentarmos um dos fish & chips mais populares da Inglaterra, o Harry Ramsden. Mas não foi só chegar lá para comer: nos deixaram no lugar mais longe possível pra gente caminhar pela orla da praia!!!

Pelo menos nessa caminhada pude tirar uma das minhas fotos favoritas!

Fish & chips é um peixe empanado frito com batata frita de acompanhamento. Não é a comida mais diferente do mundo, mas é bem gostoso (depois de um tempo de Inglaterra dá pra entender porque esse prato é tão popular...). Sentamos com uma voluntária russa que já estava no seu segundo ano e ela nos recomendou pedir uma cidra (cider) para acompanhar. As cidras são ok, é uma bebida alcoólica básica, mas aparentemente também é algo bem popular. Sinceramente, depois desse dia não me lembro de ter tomado cidra outra vez... Pelo menos esse rango foi todo por conta!!!

Na volta, eles não nos fizeram andar toda a orla de novo, e saímos pelo lado do pier, que dá num centrinho que tem palco pra música ao vivo e uma feirinha.

Esse passeio foi no meio do treinamento, então na volta fomos é dormir, porque essa vida de ficar acordando cedo todo dia acaba comigo!!!

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Recepção (24 a 27 de agosto de 2015)

Monday, May 31, 2021 at 10:30:00 AM

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Depois da animação de finalmente termos chegado no camp hill, começou a labuta. Obviamente não diretamente com os alunos, mas passamos por uma semana de treinamentos diários, com todo o tipo de informação possível e necessária que precisássemos. Foi uma semana um pouco tensa, porque como já disse, eles levam a privacidade dos alunos muito a sério e eu achei que logo eu não ia poder usar nem mais um e-mail! 
Logo no dia seguinte já tivemos o começo do treinamento, não só com voluntários, mas com outros empregados (professores, seguranças, gente do administrativo, etc). A primeira apresentação foi meio assustadora, sobre confidencialidade. É por isso que vou evitar comentar das pessoas e usar codinomes. Eu entendo que é importante salva guardar as informações de pessoas que não podem se proteger sozinhas.

Os outros treinamentos, no mesmo dia e nos seguintes, foram menos assustadores. Quer dizer, falaram bastante sobre as dificuldades dos alunos não só em aprender, mas em se comunicar também. Claro que falaram mais de casos mais extremos, mas dá um medinho de não saber lidar na hora. Aos poucos, vamos aprender até algumas coisas de linguagem de sinais. No fim, teremos muito a aprender nesse ano.

Os treinamentos foram em geral de manhã até o fim da tarde, com coffee break e almoço. Tô me acabando no chá aqui, se deixar posso viver só disso!

O almoço, e as refeições em geral, devem ser feitas onde nós trabalhamos. No caso dos voluntários como eu, temos que usar a dispensa da casa onde trabalhamos, mas podemos cozinhar onde moramos, claro.

Eu tenho o mesmo problema aqui que eu sempre tive na América do Norte: as panelas e as louças são muito grandes! Aqui a razão é que se cozinha para muitas pessoas, de uma vez só, claro. As porções de comida até que são razoáveis e tem muito pacote que é tamanho família, mas dentro o produto é embalado em porções menores.

O tempo aqui não é conhecido por ser particularmente simpático, tivemos bastante chuva desde que chegamos, ao ponto dos sapatos ficarem muito molhados só de andar pelo campus, mas tem melhorado. Na segunda, depois do treinamento, o Junior nos levou até Ringwood para nos ensinar o caminho e ficamos ensopados.

Uma coisa que acho que é mais chocante para nós que viemos de cidades grandes é que as coisas fecham as 17h (exceto supermercado). E a cidade realmente é pequena. Mas tem o lado bom de que podemos andar tranquilamente, mesmo pela rodovia, sem medo de road rage alheio e muito menos de bandidos. 


Quinta foi nosso último dia de treinamento essa semana. Teremos mais um dia na outra semana. Isso que dizer que quinta foi o dia para o pessoal que chegou mais tarde vir conhecer as outras casas.

Aqui tem muito alemão novinho porque eles tem o gap year, entre a escola e a faculdade, e eles ganham pontos se fizerem voluntariado. Como todo grupo de adolescentes, eles poder ser bem barulhentos e teimosos. Tem uma deputy que vive dando bronca neles para que parem de falar alemão, mesmo só entre eles. Me lembrou a gente na Bishop’s, quase 10 anos atrás, onde os franceses só falavam na língua deles todo o tempo.

Já recebemos nosso horários, e para quem trabalha com os mais velhos dos colleges, temos os mesmos dias de folga, yay! Alguns dias são bem longos, tipo 13h de trabalho, mas também tem dia que só vou para reunião interna e isso conta como hora trabalhada. E minha casa não tem sleep in! Não temos que nos revezar para dormir e tomar conta da casa, yay!

No geral, eu acho que dei muita sorte. Meu quarto não é o maior, mas é bem legal. Meus vizinhos de quarto são bem legais, dei sorte de morar do lado do Henrique, as outras pessoas são bem boazinhas, a casa onde trabalho parece ser bem legal, é uma das mais novas, a dispensa é incrível e minha coordenadora parece ser muito legal, bem flexível e o Junior também trabalha lá, o que também facilita minha vida, ele tem sido bem prestativo. Aliás, quando peguei meus horários, falei que funcionava melhor de tarde e a E. mudou o único horário que eu tinha muito cedo na hora!

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A chegada - parte 2 (23 de agosto de 2015)

Monday, May 24, 2021 at 10:30:00 AM

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Como eu disse, a gente tinha que arranjar um jeito de chegar até Ringwood sozinhos. Quer dizer, claro que o camp hill mandava as instruções de como chegar dos principais aeroportos até a cidade, mas ninguém conta onde achar o melhor preço de passagem de ônibus. Por sorte, tínhamos o Júnior, o amigo do Henrique, que voltava de viagem naquele dia e nos ajudou com a logística (e depois com muito mais coisas!).

Enquanto eu tinha pago para deixar as minhas malas no guarda-volumes na estação de Vitória, o Henrique levou as dele para o hotel. Então, tivemos que levar as malas dele até a estação. Eu não sei como ele fez isso sozinho quando chegou. No mapa, parecia bem perto. Com 2 malas grandes, parecia uma maratona!

Encontramos com o Júnior na hora marcada, na plataforma de embarque. A estação de Vitória parece um terminal rodoviário comum, algo encontrado em qualquer grande centro. E é bem cheio de gente, porque dali partem ônibus não só para outras partes do Reino Unido, como também para a Europa continental!


Chegamos em Ringwood no fim do dia. Ainda é verão aqui, apesar do tempo não fazer parecer, então o so se põe mais tarde. Fica claro até 20h, o que é bom pra aproveitar o dia, e péssimo pra conseguir dormir em uma hora apropriada.

O RH havia nos pedido as informações de chegada na cidade para coordenarem pessoas para nos buscar na parada do ônibus, e enviaram a E., que vai ser minha coordenadora.

Desde que os resultados saíram, montamos um grupo no Whatsapp com os voluntários, então já sabíamos quem estava na escola, e o Junior conseguiu as informações sobre em quais casas ficaríamos e trabalharíamos (por isso eu sabia que a E. seria minha coordenadora). Não necessariamente dormimos na mesma casa em que trabalhamos, o que é bom para desapegarmos do trabalho.

Chegamos e fomos para a nossa casa, a S., que é a mais antiga e mais perto da entrada. É uma casa antiga, mas é boa. O único ruim é ter que ficar subindo escadas sempre, hahaha!

Meu quarto fica do lado do do Henrique, e é enorme! Bom, é bem maior do que qualquer quarto que eu já tenha tido na vida, e até que é bem fofo. Tenho vista para as outras casas e uma claraboia. A E. passou aqui e deu um tapa nas coisas, me deixou toalhas, arrumou o quarto. Me senti muito bem recebida!
Nessa primeira noite, acompanhamos o Junior por um tour rápido da propriedade, de alguns prédios, pra entender como funciona e como se locomover. Depois voltamos porque queríamos muito desfazer nossas malas e tomar um banho!

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