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A dona do pedaço. INTJ. Viajadeira. Uspturista Mais velha do que aparento.
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Quero deixar registrado aqui algumas das experiências mais incríveis que eu já vivi.
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Happy holidays! (Dezembro de 2015)
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Quando eu trabalhava no mundo corporativo, a época mais esperada do ano, fora as férias, era a época das “festas”. Dentre todas as obrigações sociais de estar trabalhando, a confraternização de final de ano era a menos pior delas. Era aquele evento que a empresa pagava pra gente se divertir o mínimo.
Aqui a coisa é um pouco diferente. O camp hill é uma “empresa” sem fins lucrativos, então não sobra muito dinheiro pra fazer mais do que pagar o salário de todo mundo em dia. Tanto é que vi gente reclamando que a gente não recebe nem um cartãozinho de boas festas no fim de ano…
Mas a gente se vira como pode, né? Ainda mais sendo voluntário. Claro que para os alunos sempre tem um evento de celebração e a gente se inflitra, haha!
Na terça, tivemos a última grande saída da casa. TODOS OS ALUNOS foram para o pub para um jantar especial. Então todo mundo que podia foi ajudar. Porque não é só simplesmente conseguir leval todo mundo, tem aluno que ao sair da casa precisa de suporte de 2 pessoas (ao invés de somente 1), além de que alguns alunos preferem um ou outro support worker. E com muito sucesso conseguimos colocar todos eles em algum veículo e ir pro pub. E todo mundo se comportou muito bem! O J. foi o único que não conseguiu comer dentro do pub, mas o pub tinha uma porta lateral, colocamos a mesa na saída e ele sentou e comeu do lado de fora. Foi um sucesso, porque as vezes ele nem entra no carro! Até eu sai pra tentar trazer ele o mais perto possível da porta. E terça era minha folga! Pra amenizar o fato de eu estar lá trabalhando, me deram o SW pra cuidar, foi bem sussa, ele se comportou super bem, ficou feliz com seu lanche. Até o A. pôde sair da dieta! E ai eu descobri que ele sabe ler (não são todos que sabem) porque ele achou no cardápio a sobremesa que ele podia comer!
Ai na quinta tivemos o grande almoço de natal para todos os alunos (inclusive aqueles que só passam o dia na escola). O plano era montar as mesas no teatro, mas na última hora cancelaram e fomos obrigados a nos espremer na cozinha (normalmente separamos os alunos entre a cozinha, a sala da jantar e uma segunda sala menor). Foi uma operação de guerra, tenho que dizer. Porque muitos alunos gostam de fazer o seu próprio barulho mas não gostam do barulho alheio, então juntar todo mundo é uma missão meio suicida. Mas no fim deu tudo certo. O almoço ficou pronto na hora certa, todo mundo comeu muito bem, teve sobremesa, crackers, muita risada e conversa. E no fim, de “presente”, ninguém teve que ajudar com nenhuma tarefa da casa. Fiquei com o C., que estava num humor excelente, super sorridente, super bonzinho, então foi um almoço muito bom! 
Depois tivemos nossa house meeting, sem nada de ruim pra falar, falamos das coisas boas desse ano e depois tivemos o Secret Santa, que aqui funciona ao contrário de no Brasil. Você coloca o nome da pessoa a ser presenteada no presente e a pessoa tem que adivinhar quem que deu o presente. Eu não sei quem me tirou, mas fiquei bem feliz com meu presente: um vinho com um kit de loção. E nós voluntários ainda ganhamos um presente da casa. Eu ganhei o novo cd do Justin Bieber, Purpose (que eu tô meio amando há uns dias já) e o outro voluntário ganhou o X, do Ed Sheeran. A reunião foi curta, então ainda tivemos tempo de conversar e comer muito chocolate! Presente dos pais e de outras pessoas <3
E pra coroar a estação, decidimos de última hora pegar um ônibus para Amsterdã (via ferry, claro)! Vou perder a última confratis da casa, no bar, mas por uma boa causa. Não sei onde passo a virada do ano ainda, mas pelo menos vou fazer alguma coisa diferente e conhecer um novo lugar!
HAPPY HOLIDAYS, EVERYONE! A gente se vê depois do natal
Labels: camp hill, christmas, day off, folga, half term, holidays, inglaterra, sabático, the sheiling, voluntariado

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Como fazer parte de um voluntariado no camp hill
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Eu falei anteriormente que eu descobri esse voluntariado através do Henrique, que ficou sabendo através de outro amigo. E também falei que tem camp hill no mundo todo. Nesse post, eu vou contar como foi a nossa experiência com o camp hill na Inglaterra.
Acho bom já falar que eu só tenho o passaporte brasileiro, mas o Henrique tem o passaporte europeu. Para a inscrição e seleção, isso não fez nenhuma diferença.
Fomos instruídos a entrar em contato diretamente com o camp hill. Como o Henrique já tinha conhecidos por lá, ele tinha o contato direto das pessoas responsáveis, mas no site deles tem toda a informação e inclusive os formulários para preencher. Além disso, depois de marcar a entrevista por video chamada, é preciso enviar cartas de recomendação. Não precisa ser só de empregadores, pode ser de amigos também. E os amigos nem precisam saber inglês fluente, você pode dar uma ajudinha na hora de redigir. Basicamente eles precisam de referências, já que esse camp hill é de crianças e jovens. Na Inglaterra eles levam a segurança e a privacidade dessas pessoas muito a sério!
Para esse camp hill, é necessário saber falar um pouco de inglês. Mas não precisa ser super fluente, é literalmente um pouco. Tem que estar disposto a prender, e prestar muita atenção. Na minha turma, uns 3/4 das pessoas eram jovens alemães, que falam inglês muito bem. Mas tirando eles, só eu falava inglês fluentemente. Mas isso não atrapalhou em nada na performance dos demais. O que a gente não entende falado, a gente acaba entendendo pelas ações.
A entrevista é bem tranquila. Eles querem pessoas dedicadas e comprometidas, e não só gente que fala bem inglês ou tenha uma vasta experiência na área.
Um voluntariado necessariamente implica em não ter uma compensação financeira pelo seu trabalho. Em troca, eles oferecem moradia, alimentação e uma ajuda de custo semanal (na minha época era de 40 libras semanais). O custo com as passagens de avião e o visto são por conta do voluntário. A carga horária é de 40 horas semanais durante o dia e mais 1 noite em que o voluntário dorme na casa dos alunos onde ele trabalha, de plantão (os voluntários moram geralmente em outras casas para não misturar o que é trabalho do que é descanso). E todas as despesas quando tem algum passeio com os alunos também são por conta do camp hill (idas a restaurantes, parques, cinema, etc). E na Inglaterra, por que eles tem um sistema de saúde público (o NHS, que é o modelo adotado pelo nosso SUS), você não precisa se preocupar com isso (na verdade, na solicitação do visto você paga 200 libras que é referente a esse acesso ao NHS).
A solicitação e a aprovação do visto foram bem tranquilas. Tem que criar um perfil no site da imigração, preencher uns formulários (o camp hill envia instruções e toda a documentação necessária), pagar as taxas e marcar um dia para levar o documento no centro de vistos e fazer a biometria. A embaixada responsável por analisar os casos fica na Colômbia, e leva algumas semanas para receber o passaporte de volta.
Nos resta sonhar enquanto passamos por todo o processo. Demorou algumas semanas para receber a aprovação da entrevista, e depois as coisas andaram tão rápido quanto eu consegui as cartas de recomendação e horário para a biometria. Quem diria que eu procurei me esconder no meio do mato na Inglaterra?
Labels: camp hill, entrevista, imigração, inglaterra, visto

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