la petite princesse

A dona do pedaço. INTJ. Viajadeira. Uspturista Mais velha do que aparento.

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Quero deixar registrado aqui algumas das experiências mais incríveis que eu já vivi.

Novembro chegando

Monday, September 27, 2021 at 10:30:00 AM

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O fim das férias foi bem tranquilo. Depois de voltar de Londres, ficamos mais quietos em casa. Fui algumas vezes daruma volta até Ringwood e aproveitar que ainda não tá tão frio a ponto de dar preguiça de andar até a cidade. É uma caminhada de uns 20 minutos, mas que na chuva já não é muito legal, imagina no frio de verdade (porque, né, frio faz todo dia desde que eu cheguei, hahaha)?

Aproveitei um dos dias e fui até Bournemouth dar uma volta decente pela cidade, porque ainda não conhecia. É bem legal, porque é uma cidade com mais vida e mais coisas diferentes. No fim, encontramos o Gui da fazenda e fomos tomar um lanche na “livraria”. Na verdade a decoração do café tem estantes e alguns livros, mas só depois eu entendi o nome: ele fica no prédio da biblioteca (tem uma placa grande do lado de fora que só vi depois). O lugar lembra algo que eu pudesse encontrar em Pinheiros ou na Vila Madalena. Sinto saudades dessas coisas, ter lugar diferente pra comer com os amigos de vez em sempre =P


Os alunos retornaram no domingo, mas na minha casa só 4 dos 8 residentes chegaram. 1 deles estava vindo de longe e só chegou de madruga e outros 3 só vem pra semana. Cheguei pro trabalho no meu horário normal e ainda fiquei umas 2h sem nada pra fazer. Foi um dia bem relax, um bom retorno! Passei a noite com o J., que mudou de quarto, mas foi tranquilo. Ele comeu com o apetite de sempre (ou seja, muito!), foi bonzinho no banho e só deu trabalho na hora de dormir. Toda hora que eu achava que tinha conseguido fazer ele dormir, ele levantava. Acho que estranhou a mudança, fora que o quarto novo é um forno de quente!

Na segunda, cheguei na hora de leva-lo para a aula e ele deu um baile, demorou pra levantar da cama (depois do almoço; acho que estava cansado de não ter dormido direito de noite) e não queria entrar na sala. Deixei ele na sala dele e fui pra outra sala, onde eu geralmente encontro o Henrique T. Fiquei com o S., que voltou a tomar medicação pra ansiedade e está mais calmo e foi um dia muito bom. Lemos um texto e depois fizemos atividades com música, o que foi ótimo pro C. (um dos gêmeos) porque ele amou todo aquele ritmo. O S. não gostou muito de dançar (acho que tem vergonha), mas se mostrou um fã de Queen, cantando “Don’t stop me now” super bem! A noite fomos com alguns alunos fazer compras e foi divertido porque o SM. tava muito engraçado! Rimos muito, acho que ele está se encontrando na casa, está mais ele, mais relaxado. E ele nos surpreendeu lembrando do aniversário de um support worker que nem estava na casa no dia! Eu não sei como ou porque eles guardam essas informações, nem a gente lembra! Na volta, jantamos todos na cozinha, foi divertido e me fez realmente gostar de trabalhar numa segunda <3

A noite, o pessoal da fazenda nos chamou pra sair, pra ir na tal balada da igreja. Uma antiga igreja em Bournemouth foi transformada em balada, e até as 23h, a entrada era 2 Libras. Depois disso, pulava pra 5 Libras. Pobres voluntários que somos, corremos para nos arrumar e ir, mas não deu tempo. 23h01 e o host na porta não nos deixou entrar pelo preço promocional. Como ninguém queria pagar 5 Libras pra entrar, fomos procurar outro lugar. Aparentemente, segunda é dia de karaoke, e nos 2 pubs que passamos, era o que estava tendo. Paramos em um que estava menos vazio e tinha uma drag com uma voz poderosa. Tinha umas pessoas que cantavam mal pra caramba, mas tinha umas que deveriam estar no X-Factor! Uma menina pediu uma música do Destiny’s Child e arrasou incorporando a Beyonce! De lá, esticamos pro outro bar, e algumas das pessoas que estavam no primeiro bar resolveram esticar lá também. Não ficamos muito no segundo bar e voltamos pra casa.

Na terça, não fizemos nada. Acordamos tarde e quando fui almoçar, encontrei o outro voluntário da minha casa, o filipino. Vi que a a nossa coordenadora pediu pra falar com ele, e quando encontrei com ele de volta, perguntei de curiosidade o que ela queria, imaginando que não era nada grave, como alguma troca de horário. Ai ele começou a contar que mandaram um e-mail pra nossa coordenadora, dizendo que ele tinha acordado os alunos fazendo barulho na cozinha em plena madrugada! Na hora eu pesquei que na verdade não era ele, era eu e o Henrique T. voltando de Bournemouth na noite anterior. Pedi desculpas e disse que ia esclarecer essa história. Mas a medida que fui pensando no assunto, comecei a achar tudo muito errado. Éramos 2 pessoas na cozinha, e não estávamos cozinhando. A gente mal estava conversando, exatamente pra não fazer barulho. Encontramos uma wake in (pessoa que fica acordada na casa a noite) na cozinha quando chegamos, ela estava no rádio tentando falar com a minha casa, ela viu nós 2 e viu que fizemos umas torradas super rápido e subimos. A noite, fui jantar na minha casa e perguntei sobre o e-mail pro Junior. Ele disse que a nossa coordenadora sabia que tinha sido um exagero e que acreditou quando o Brian disse que tinha ido dormir meia noite, muito antes da gente chegar.

Depois do jantar ele voltou comigo pra casa e ficamos conversando, até o Henrique voltar do jantar dele também. Ficamos discutindo esse assunto, o que nos levou a conversar sobre outras coisas de trabalho. É legal porque o Junior está aqui há bastante tempo e conforme ele conta as coisas do passado, a gente compreende melhor o presente.

Na quarta consegui falar com o coordenador de onde eu moro para explicar o que aconteceu, embora o Henrique tivesse falado com ele também. Pedi desculpas, mas disse que realmente a gente faz o possível pra não fazer barulho e é injusto quando alguém nos acusa sem razão. Disse que achei toda a história muito suspeita, porque a wake in me viu com o Henrique. E que ele é o oposto do outro voluntário. Um é baixo, moreno e sem barba. O Henrique é alto, branco e com barba. E até as meninas, somos todas muito diferentes! Ele se desculpou e disse que deu uma bronca na pessoa por ter passado a informação errada, e por não ter investigado melhor a história. Aproveitei e também reclamei do aquecimento, que misteriosamente parou de funcionar quando os alunos voltaram pras aulas.

A tarde, fomos até Ringwood dar uma volta. O problema é que o horário foi acertado no fim de semana que estávamos em Londres e agora está escurecendo mais cedo ainda. 17h  já está tudo um breu! A noite, que agora parece infindável, foi de comer e ficar no quarto. Até passo mais tempo na minha casa de trabalho nas refeições pra ver se essa sensação de fim do mundo passa…

Na quinta foi dia de reunião na casa do Henrique, então eu fui pra aula com o grupo amarelo, que teve aula no Eurythim. Foi um dia muito bom, apesar de toda a chuva. Até o H., um aluno autista da outra casa que nunca participa das atividades, participou nessa aula. DUAS VEZES! E ele estava bem risonho. Os gêmeos também estavam de muito bom humor. O da minha casa estava se divertindo sozinho na hora do almoço e o da outra casa super interagiu com a support worker que estava com ele na aula.

Depois da aula não voltamos direto pra casa pois a escola organizou um show de fogos de artifícios para os alunos. Não foi espetáculo tipo Disney, claro, e a chuva atrapalhou alguns fogos de subirem, mas foi legal porque estava todo mundo no Village Green assistindo e os alunos realmente gostaram. Meu horário acabava as 17h, mas fiquei um pouco mais pelos fogos e pra levar os alunos de volta pra casa.

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that would be me. bye!

A primeira semana do voluntariado - pondo a mão na massa!

Monday, June 28, 2021 at 10:30:00 AM

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Esse é o relato daquele momento. O começo de qualquer trabalho é sempre intenso, mas desde o início eu percebi que esse voluntariado seria muito recompensador.
Trabalho é trabalho, se fosse legal teria outro nome, já diriam tantas outras pessoas… Mas se a gente tá na chuva, é pra se molhar, né? Apesar da canseira dos treinamentos, a gente estava bem ansioso pra ver como seria o trabalho por aqui.

Na segunda, a maioria só começou a trabalhar a tarde, porque de manhã não tinha ninguém no campus. Foi feriado nacional e os alunos que moram aqui só chegaram a tarde.

Fui pra minha casa comer e encontrei um dos voluntários já lá, e o Junior. É bom ter outro brasileiro na casa, qualquer um que já foi morar fora sabe como é, a gente se entende. Ele nos passou um pouco do perfil de cada aluno. Claro que a gente não memorizou metade, mas já dava pra sentir como seria. A teoria as vezes parece bem assustadora.

Tô começando a achar que essa coisa de pontualidade britânica é uma balela. As famílias só começaram a chegar quase 2h depois do horário de check in. Mas tudo bem, esse foi só o dia de chegar na casa, não tinha nenhuma atividade.

Ver os alunos e os pais chegando começou a tornar toda essa jornada mais real. Agora é tangível. A maioria dos pais queria falar com a coordenadora, então fiquei por perto pra ouvir o que eles contavam sobre os filhos. Alguns já moravam na casa antes, outros vieram de outras casas, outros de outras escolas. No total são uns 9 alunos dormindo na casa durante a semana e 5 ficam pro final de semana também.

A coordenadora me pediu pra acompanhar a família do A., que tem Prader Willis, a se acomodar. Fizemos o check list das roupas e eles contaram um pouco da rotina do garoto. Parece ser bem tranquilo, apesar de demorar para entender as coisas e gostar muito de comida. Do tipo que não sabe a hora de parar. Os pais foram bem simpáticos e animados, gostei deles =).

Aparentemente A. não tem problemas de se despedir dos pais, pois não pareceu apresentar nenhum comportamento difícil a noite. Ele é bonzinho e geralmente obedece o que se pede dele. Do tipo que tentei dar uma volta com ele pelo campus, mas não fomos muito longe, haha!

Com a maioria deles temos que lembra-los de tomar líquidos e ir no banheiro, mas o A. ao menos é bem independente nessa hora. Não foi difícil perceber que ele queria ir no banheiro, talvez ele pudesse ter ido sozinho até algum deles na casa se ele soubesse onde eles ficam ;).

A hora da refeição é um momento particular. Eles fazem uma oração (sem religião) e um agradecimento e ai uma pessoa de cada mesa serve os demais. É meio estranho, mas por enquanto ainda não tive nenhum problema.

Como eu tinha lido no perfil do A., temos que tomar cuidado com sua alimentação. Não só por causa da compulsão, mas porque ele já colocou um suporte de titânio na coluna e não pode ficar gordinho. Por sorte, a refeição do dia era salada com frango, então dei bastante salada pra ele, hehe... Eu não reclamei porque salada com proteína animal também é a minha dieta.

Depois foi banho, escovar os dentes e dormir. No banho tive que pedir ajuda, porque no perfil dizia que A. fazia tudo sozinho, mas a realidade não foi bem essa. Ele já estava cansado e estava demorando muito para fazer os passos e o Junior veio me ajudar mostrando como que dava banho nesses casos. Ainda é meio estranho, mas é como dar banho numa criança. Grande.

Depois do banho, os alunos tem que levar suas roupas e sua toalha para a lavanderia, voltar para escovar os dentes e alguns vão direto dormir, outros podem usar computador, ouvir música, etc. A. foi direto pra cama. Essa parte foi muito fácil, porque ele geralmente obedece o que é pedido, então ele deitou, se cobriu e ficou quietinho. Ah, se toda criança fosse boazinha assim!

Depois disso, no fim do dia, temos que registrar todas as atividades dos alunos num caderno, para acompanhamento. Como se comportaram, se comeram bem, se fizeram as atividades, se pareciam satisfeitos com seu dia, etc. Nesse primeiro dia, foi bem fácil.

Ainda assim, primeiros dias são bem cansativos, e eu dei graças a deus de ter folga no dia seguinte!

Como residente temporária (ou sei lá que nome eles dão aqui), tenho que me registrar na polícia, para eles saberem do meu paradeiro. Então uma das deputies me levou para Bournemouth para essa burocracia. O registro tem um custo, mas o camp hill que paga.

Fomos eu e a russa que está pelo segundo ano consecutivo aqui e foi bem rápido. Mas o registro não fica pronto na hora, então marcamos de voltar no dia seguinte. Depois disso, ainda precisava fazer o registro na policlínica de Ringwood, então pedi para a deputy me deixar lá (até porque eu não sabia onde que era). A russa aproveitou para ficar em Ringwood também, já que também era o dia de folga dela.

O registro na clinica também foi rápido, acho que é tipo um banco de dados para agilizar o atendimento, se um dia eu precisar. Eu paguei mas 200 Libras para poder usar o sistema de saúde inglês durante esse ano que estarei aqui, mas esse é o tipo de coisa que a gente paga rezando pra nunca precisar usar.

O Henrique e outros voluntários resolveram ir fazer o registro também, então resolvemos esperar eles. Enquanto isso, fomos numa casa de milk shakes ali perto e a russa me deu um milk shake de presente <3

Sentamos num banco, o dia estava ensolarado mas geladinho, e ficamos conversando, esperando o pessoal chegar. Já disse que tô amando o tempo na Inglaterra? <3

Um tempinho depois a cambada apareceu do outro lado da rua e nos juntamos a eles pra ir na policlínica de novo, ajudar caso necessário. Chegando lá, eles estavam sem a carta de apresentação, o que não seria exatamente um problema… Se a mesma moça que me atendeu super rápido não resolvesse implicar com uma assinatura, que ela não me pediu (e que eu também não tinha). Não teve choro nem vela, todo mundo teve que voltar pra trás pra pegar a assinatura (menos eu, claro).

Resolvemos dar uma volta na cidade, um dos meninos queria verificar procedimentos para abrir uma conta no banco, mas logo eles resolveram voltar pra casa por causa da fome. Eu fiquei mais um pouco passeando, aproveitando o dia, vendo lojinhas de cosméticos, hehe… Tem umas coisas interessantes, um mar de água micelar (que tá virando moda entre quem viaja pro exterior) e achei até coletor menstrual na prateleira, o que nunca vi no Brasil (aqui eu vi o mooncup, 21 Libras, ouch!).

No dia seguinte tinha que voltar a Bournemouth pra buscar meu registro na polícia, mas era de tarde, então almocei na casa onde trabalho e fui atrás da mesma deputy que me levou no dia anterior. Fomos conversando no caminho, ela me contando que já tinha ido ao Brasil, o que ela achou, o que fez, etc. Bem legal, mas isso foi há um tempão, muita coisa mudou desde então.

O registro é basicamente uma folha de papelaria preenchida a mão com um contact por cima das informações pessoais, com espaço para carimbos. Toda vez que eu mudar de endereço, tenho que reportar e ganhar mais um carimbo. Traduzindo: algo muito fácil de falsificar! Nem no Japão, onde as pessoas são mais honestas, eu vi algo assim. A moça que me atendeu até me falou pra tomar cuidado pra não perder, porque tem uma máfia que rouba esses certificados para passar para imigrantes ilegais.

Voltei pro camp hill e chamei o Henrique para irmos na cidade postar uma carta e claro que aproveitamos para dar um passeio. Mandar carta não é tão caro e talvez, se o tempo continuar ajudando, eu o faça mais vezes, hehe…

No dia seguinte, tive meu dia de 2h30. Pois é, quando vi na tabela também achei estranho, mas a coordenadora me explicou que era dia de reunião, e só por isso tínhamos essas horas…

A reunião foi longa, mas tranquila, mais sobre a volta as aulas e alguns avisos sobre os alunos, sobre comportamentos e afins. Na semana seguinte é a outra casa do college que tem essa reunião e a gente fica de “plantão” com os alunos deles para que todos participem.

Na sexta seria finalmente a nossa prova de fogo, hora de pôr a mão na massa! Mas… Na noite anterior alguém lembrou que faltava a última parte do nosso treinamento… Argh, bem de manhã!

Lá fomos fazer o tal do Proact-Scip UK, meio que uma aula de defesa pessoal sem que a gente machuque nenhum aluno e sempre mantenha a integridade física de todos. A parte da manhã foi só a teoria, nossa, eu queria morrer de sono na cadeira!

A tarde, teve a parte prática, mas a gente ficou se perguntando até que ponto aquilo ia funcionar na vida real. Provavelmente nada, pelo menos no meu caso. Os alunos mais agressivos são exatamente aqueles que são maiores que eu. Eu no máximo posso sair correndo deles se eles ficarem agressivos, hahaha! 

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that would be me. bye!

Reconhecimento de área (28 de agosto de 2015)

Monday, June 14, 2021 at 10:30:00 AM

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Na sexta-feira, não teve treinamento. Os voluntários tiveram que preencher uns formulários na administração, e logo estávamos liberados para sextar

Eu e o Henrique decidimos ir dar uma volta por conta por Rigwood, fazer um reconhecimento da área mesmo. A cidade é bem pequena, mas é bom saber o que tem por lá, onde encontrar o que precisamos. E bem, estávamos com tempo.


A cidade com aquele sol bonito e a temperatura agradável é uma graça <3 Não tem muita lojinha super master blaster, mas pra gente tudo é novidade. Eu gosto de entrar em tudo quanto é buraco só pra saber o que tem em cada lugar. Se um dia eu precisar de algo, sei onde encontrar.

Aproveitamos e entramos no Waitrose, que é tipo um Pão de Açúcar, tem uns produtos mais refinados e os preços um pouco mais altos (coisa de pences, mas cada pence aqui vale ouro, haha). Fizemos aquele passeio básico por todos os corredores, haha! Adoro passear em supermercados.

O almoço foi um pote de edamame (nem acredito que achei aqui!) e um sanduba cheio de embutidos tipo salame, peperoni e presunto =P Isso tudo pela preguiça de voltar pra casa pra comer.

Demos mais voltas, tiramos fotos e voltamos no meio da tarde pro camp hill. Resolvemos acompanhar as alemãs da nossa casa no dia seguinte a um passeio e fomos combinar.

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A chegada - parte 2 (23 de agosto de 2015)

Monday, May 24, 2021 at 10:30:00 AM

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Como eu disse, a gente tinha que arranjar um jeito de chegar até Ringwood sozinhos. Quer dizer, claro que o camp hill mandava as instruções de como chegar dos principais aeroportos até a cidade, mas ninguém conta onde achar o melhor preço de passagem de ônibus. Por sorte, tínhamos o Júnior, o amigo do Henrique, que voltava de viagem naquele dia e nos ajudou com a logística (e depois com muito mais coisas!).

Enquanto eu tinha pago para deixar as minhas malas no guarda-volumes na estação de Vitória, o Henrique levou as dele para o hotel. Então, tivemos que levar as malas dele até a estação. Eu não sei como ele fez isso sozinho quando chegou. No mapa, parecia bem perto. Com 2 malas grandes, parecia uma maratona!

Encontramos com o Júnior na hora marcada, na plataforma de embarque. A estação de Vitória parece um terminal rodoviário comum, algo encontrado em qualquer grande centro. E é bem cheio de gente, porque dali partem ônibus não só para outras partes do Reino Unido, como também para a Europa continental!


Chegamos em Ringwood no fim do dia. Ainda é verão aqui, apesar do tempo não fazer parecer, então o so se põe mais tarde. Fica claro até 20h, o que é bom pra aproveitar o dia, e péssimo pra conseguir dormir em uma hora apropriada.

O RH havia nos pedido as informações de chegada na cidade para coordenarem pessoas para nos buscar na parada do ônibus, e enviaram a E., que vai ser minha coordenadora.

Desde que os resultados saíram, montamos um grupo no Whatsapp com os voluntários, então já sabíamos quem estava na escola, e o Junior conseguiu as informações sobre em quais casas ficaríamos e trabalharíamos (por isso eu sabia que a E. seria minha coordenadora). Não necessariamente dormimos na mesma casa em que trabalhamos, o que é bom para desapegarmos do trabalho.

Chegamos e fomos para a nossa casa, a S., que é a mais antiga e mais perto da entrada. É uma casa antiga, mas é boa. O único ruim é ter que ficar subindo escadas sempre, hahaha!

Meu quarto fica do lado do do Henrique, e é enorme! Bom, é bem maior do que qualquer quarto que eu já tenha tido na vida, e até que é bem fofo. Tenho vista para as outras casas e uma claraboia. A E. passou aqui e deu um tapa nas coisas, me deixou toalhas, arrumou o quarto. Me senti muito bem recebida!
Nessa primeira noite, acompanhamos o Junior por um tour rápido da propriedade, de alguns prédios, pra entender como funciona e como se locomover. Depois voltamos porque queríamos muito desfazer nossas malas e tomar um banho!

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