la petite princesse

A dona do pedaço. INTJ. Viajadeira. Uspturista Mais velha do que aparento.

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Quero deixar registrado aqui algumas das experiências mais incríveis que eu já vivi.

Realizando sonhos (29 de setembro de 2015)

Monday, August 2, 2021 at 10:30:00 AM

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Além de realizar o sonho de conhecer a Inglaterra, eu tratei de realizar outro sonho: assistir uma das minhas bandas favoritas ao vivo! Para isso, eu passei um mês matutando como isso seria logisticamente possível, e com a ajuda do universo, consegui fazer tudo se encaixar! Claro que isso significava ir para Londres, e a gente não desperdiça chance de passear! Para a minha sorte, o show caia bem no dia da minha folga, e o Henrique me acompanhou nessa viagem.

Pegamos um ônibus de tarde para Londres. De ônibus, dava umas 2h de viagem. Chegamos e fomos fazer uma visita importante que não conseguimos fazer quando chegamos na Inglaterra: visitar a tia Beth!

Depois, resolvemos ir deixar as nossas coisas no hostel. Escolhi o lugar pelo mapa: como ia no show, procurei pela acomodação mais perto do local. Para a nossa alegria, era bem perto de um shopping gigante, em Shephard's Bush, onde fomos dar uma volta a noite.

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that would be me. bye!

Finalmente, fui pra aula!

Monday, July 26, 2021 at 10:30:00 AM

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Cada turma tem uma sala diferente, com aulas diferentes, pensadas para o desenvolvimento e necessidades específicas do grupo. Cada sala é uma sala, e a gente que dá suporte que tem que se adaptar. Mas com o tempo a gente vai entendendo como as coisas funcionam, e até acha uns macetes pra se infiltrar em aulas diferentes!
Minha curiosidade sobre as aulas se deu pelo fato de que ficando dentro de casa eu não sentia que estava desenvolvendo nada. Pelo menos não de uma maneira linear, focada e tangível. E também porque eu queria ver o que tanto tinha nessas aulas! Eu nunca tive contato com gente com necessidades especiais – exceto uma colega de classe no pré, que tinha down, mas como criança, pra mim não fazia diferença na época – e eu não sabia exatamente o que teria nessas aulas.

Na quinta em que a reunião da casa foi da outra casa (não na minha) eu finalmente ia ter oportunidade de descobrir, já que ia ter que ir pra sala acompanhar os alunos da outra casa (já que o staff estaria em reunião, claro).

Fui pro grupo cinza, do menino com down e autismo, e ele já estava lá. Na verdade, ele nem saiu da sala para o almoço, haha!

A aula funciona assim: a gente leva os alunos para as salas, mas não necessariamente fica naquela sala. E quando fica, não necessariamente fica com alunos da nossa casa. É a professora que determina quem ajuda quem.

No começo dessa aula, ia ficar com uma menina autista muito da esperta. Mas ela não estava num dia bom, então me colocaram com outra menina, que também tem autismo e um sério problema na coluna (ela parece curvada para trás quando senta, sem nenhuma flexibilidade).

No começo da aula, os alunos não fazem muita coisa, então a menina ficou brincando com uma areia colorida, feita para escola. Ela parecia muito feliz, mas não deu a menor bola pra mim.

Na hora da atividade, a professora acabou me trocando de novo e fui ficar com o menino da minha casa. A atividade era ordenar atividades numeradas. No fim, era colocar ordem nos números, o que tinha escrito na tira acabou irrelevante. Meu papel foi basicamente perguntar o que vinha primeiro: 1 ou 2? 3 ou 4? E assim por diante.

A maioria das atividades são bem básicas, e quem lembra da pré escola deve lembrar dessas atividades manuais e simples. Elas desenvolvem coordenação motora, consciência de ordem cronológica, continuidade, etc. São a base do que a gente usa pra entender a vida no geral. A gente desenvolve essas capacidades cedo na vida para poder prosseguir com o resto da nossa educação. Agora imagine que a cabeça desses alunos não funcione como a nossa. O aprendizado é lento, mas tem que ser consistente e constante.

Depois ainda tivemos que colar o resultado, ainda que irregular, num sulfite. E nessa hora veio a dúvida: no fim, pra quem é essa atividade? Parece que fazemos tanto e alguns alunos não estão nem de mente presente no recinto… Eu ainda tentei fazer o aluno passar a cola de bastão no papel pra colar, mas ele não estava muito interessado nisso.

Depois, mostrei um livro de bichinhos para ele, e ele escolheu ver vídeos no iPad antes de voltar pra casa. O que não significa que ele voltou pra casa no horário, haha! Umas 5 pessoas diferentes tentaram, mas até o horário que eu fui embora (umas 17h), ninguém conseguiu movê-lo!

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that would be me. bye!

A ansiedade para conhecer as aulas

Monday, July 19, 2021 at 10:30:00 AM

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Meus horários no camp hill eram bem estranhos, quando para pensar nisso. Mas eu entendo que eles usem os voluntários para cobrir os momentos com staff mais escasso, que é o fim de semana. Com isso, porém, demorou para eu pegar um dia "normal" dos alunos. Eu estava curiosa para ver como eram as aulas deles. Então quando a priemira segunda-feira de aulas chegou, eu estava bem animada!
É uma sensação incrível esperar pra segunda chegar. Achava isso impossível com um trabalho, mas esse dia chegou! Eu finalmente levaria um aluno pra aula e veria como é essa coisa de “college” para alunos com necessidades especiais.

Como contei, eu almoço com os suprimentos da casa onde eu trabalho, e eu prefiro usar a cozinha de lá, que é bem maior e mais moderna, porém tem o pequeno empecilho de que obviamente, toda cozinha aqui no camp hill é usada para os alunos nas refeições. Mas eu dou um jeito, chego no final da refeição e, ou como o que eles estão comendo, ou faço alguma outra coisa rápida pra mim (já que geralmente trabalho a tarde e a noite).

Na minha primeira segunda de aula, me colocaram pra trabalhar com um menino que dorme só durante a semana na casa e tem síndrome de down, autismo e epilepsia (é, e tem gente que ainda acha que tem muito problema na vida…), mais pra “treinar” com a outra menina que geralmente fica com ele do que pra eu mesma fazer alguma coisa.

Deu o horário, todo mundo saiu e… O menino empacou! Não levantava do sofá por nada! Sério, é difícil, a rotina é sempre a mesma, mas sei lá, cada cabeça é uma sentença mesmo. Nesse dia ele simplesmente resolveu que não ia levantar do sofá e não levantou! Tentamos de tudo, mas nada adiantou. Música, atividade, comida… Ele não se animou com nada! E pior que ficar sem fazer nada cansa, né, o tempo não passava!!

Os outros alunos voltaram, tomaram lanche da tarde, fizeram o maior barulho… E nada moveu o menino do lugar. A outra staff foi embora, e nada. Ai veio o jantar… E nada! QUATRO HORAS sem levantar nem pra ir no banheiro! E o desespero que bate nessas horas?

Ai resolvi pular a agenda do dia e perguntar se ele queria um banho, sei lá, né… E não é que foi o que fez ele levantar do sofá??? Parecia palavra mágica! Ele subiu, entrou no banho, deixou eu dar banho nele, lavar o cabelo… Vai entender!

Depois o Junior ainda conseguiu fazer ele comer, pra poder dar os remédios, que são bem fortes, e apesar do menino não ter levantado a bunda da cadeira o dia todo… Dormiu como um anjo!!!

Mas não foi dessa vez ainda que eu fui conhecer o college =( 

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that would be me. bye!

Reflexões após 1 mês de camp hill (23 de setembro de 2015)

Monday, July 12, 2021 at 10:30:00 AM

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O tempo passa muito rápido quando você está aprendendo algo novo. Um mês se foi sem a gente perceber! Mas foi um mês muito bom, fazendo a diferença na vida de alguém, e aprendendo muita coisa útil pra vida. Não tenho do que reclamar dessa experiência, do voluntariado.
E já faz 1 mês que tô morando aqui em Ringwood.

Sempre morei em cidades relativamente grandes no Brasil, mas toda vez que fui morar fora, acabei em cidades pequenas (na época da Disney, apesar de Orlando não ser uma cidade pequena, eu viva no microcosmo cast memberístico) e hoje vejo que isso é uma das melhores coisas que me aconteceu, ao menos financeiramente, HAHA!

De verdade, viver numa cidade pequena te faz conhecer melhor a cultura local, te faz aproveitar mais as experiências e te faz gastar menos, claro!

Eu recomendo morar em uma cidade pequena se for por um período determinado, se a proposta for algo específico, alienado da cidade em si. Por exemplo, quando fui fazer as matérias da faculdade no Canadá, o intuito era estudar e morar no campus, não fazia diferença morar numa cidade grande. Aqui a proposta é o trabalho, conhecer uma nova cultura, viver ~de boas~, não ficar zanzando de um lado para o outro.

Até agora a experiência no geral tem sido bastante positiva. Tenho muito a aprender, mas já sinto que levo uma vida bem mais light do que levava no Brasil. A relação com o trabalho com certeza é outra, muito mais saudável!

Minha única crítica, e acho que vai ser a coisa que eu mais vou reclamar, é sobre a higiene. Sorry, mas os europeus são meio porcos e não há nada que me faça entender porque eles não seguem normas mais rígidas. Não tô falando que tem que ter faxineira nem nada, mas nossa, toda vez que vejo um europeu lavando louça eu quero morrer (o que tem me feito lavar muita louça porque não confio na limpeza daqui). Nem vou falar sobre banho, né? Ao menos os alunos tem sempre que tomar banho, todo dia. Mas quem trabalha aqui… Acho que um exagero pra mais em higiene não faz mal, então vou continuar nesse exagero, não quero voltar pro Brasil e as pessoas ficarem com nojo de mim, haha!

Até a comida tem superado expectativas. Tem sempre salada ou legumes cozidos, podia ter mais carne, de todos os tipos, mas vou relevar porque não é tão barato, e o gosto não é ruim, só podia ter mais sal, mas não vou reclamar muito porque sódio de mais é prejudicial de qualquer forma e tem chá em todo lugar sempre, o que pra mim já é melhor do que conseguir achar suco de laranja que seja gostoso, haha!

Ao mesmo tempo que parece que estamos aqui há tanto tempo, que já vivemos tantas coisas, nem parece que já faz 1 mês que chegamos ao camp hill. Daqui a pouco faço mais um aniversário, mais um natal vai passar, outro ano vai acabar e logo estarei de volta ao Brasil… Ou não!

 

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Trabalho de verdade

Monday, July 5, 2021 at 10:30:00 AM

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Todo mundo me pergunta como é o trabalho aqui. Já estou na terceira semana, já faz 1 mês todo que cheguei aqui na Inglaterra, já estou mais habituada. Vou tentar descrever como são os dias, embora eles possam ser imprevisíveis as vezes.

Eu parei no fim do treinamento no último post de propósito, hehe. Foi depois disso que meu trabalho começou de verdade.

Cheguei um pouco antes do final das aulas (na sexta). Sexta é o dia que 3 dos nossos alunos vão embora para passar o fim de semana com suas famílias. Eu sei que algumas famílias moram longe, mas eu não consigo imaginar um família brasileira deixando seu filho em uma instituição por 6 semanas sem nem ao menos vir vê-lo de vez em quando. Ainda mais que a Inglaterra é tão pequena! Mas enfim, diferentes culturas, né?

Os pais daquele menino que recepcionei na segunda vieram buscá-lo e achei bem fofinho. O menino não tem essa ideia de carinho que temos, mas você percebe a sutilidade da diferença de humor quando passa mais tempo. Ele estava animado de ver a família, mas também parecia bem feliz com sua primeira semana na escola.

Depois de passado o pequeno caos de ter tanta gente de volta ao mesmo tempo, cada co-worker ficou com um aluno. Me deixaram com esse menino que tem Fragile X, um tipo de síndrome que compromete o aprendizado e o convívio social. Ele repete a mesma coisa muitas vezes e tem alguns comportamentos obsessivos, como pedir para soletrar várias coisas, uma atrás da outra. Esse aluno também tem pouco tônus muscular e coordenação motora comprometida. Mas consegue se virar bem, se alguém der ordens e mantê-lo focado na tarefa.

Para o primeiro dia, que eu nunca tinha trabalhado com ele, fomos bem. É meio desgastante, especialmente para uma pessoa como eu, que gosta de momentos de quietude, porque o menino não cala a boca, hahaha! Mas ele me mostrou a casa (algumas muitas vezes), me mostrou sua coleção de fotos (muitos alunos tem fotos da família e amigos nos quartos que eles gostam muito de olhar e falar sobre) e conversou sobre as pessoas do seu dia a dia. Acho que a novidade (eu) foi boa para ele.

O jantar foi bom, apesar da coordenação motora limitada, ele consegue se alimentar sozinho. As tarefas depois do jantar eu que fiz, mas já aprendi que posso deixar os alunos fazerem, sem dó, dando instruções e ficando de olho. As vezes parece meio "abuso", mas se não deixarmos eles fazerem sozinhos, eles nunca vão aprender!

A hora do banho foi mais fácil, foi praticamente só colocar o aluno dentro da banheira. Particularmente eu tenho nojo de banho de banheira porque a água fica ali parada, você lava a sujeira e ela volta porque a água continua no mesmo lugar, HAHA! Mas já é melhor do que não tomar banho. A maioria desses alunos não entendem a necessidade do banho, não entendem consequências sociais, etc. Mas eles sabem se lavar ou então não reclamam de que alguém lhes dê um banho.

A hora de ir para a cama também não foi traumática. É só dar boa noite e deixar o aluno no escuro na sua cama. Dificilmente eles levantam depois, mesmo que leve um tempo para caírem no sono.

Meus sábados são meus dias mais longos. Chego na hora do café da manhã e só vou embora depois que todos estão na cama. Mas os fins de semana são os mais dinâmicos, com atividades fora do campus.

Nesse meu primeiro sábado fomos no mercado de frutas e verduras, fazer a compra da semana. Durante a semana, são pelo menos 30 pessoas no almoço e umas 20 no jantar. Sempre tem salada e 1 dia de comida vegetariana.

Nesse dia eu percebi que eu não manjo nada de comida na Inglaterra, haha! Tinha vários itens da lista que eu nem sabia o que era. Falei pro moço da banca que não era daqui e tinha coisas que eu não sabia a cara, haha! Ele foi bonzinho e ajudou. E nossa, a compra foi bem grandinha!

A tarde fomos no super mercado comprar outras coisas, mas só com 1 aluno dessa vez, porque era um ambiente mais estressante (muita gente no mesmo lugar), mas correu tudo bem. E a compra também foi gigante!

As noites são parecidas, mesmo nos fins de semana. É jantar, ajudar na arrumação, banho e dormir. As vezes o jantar sai mais tarde, mas não muda o esquema. De fim de semana ficam 2 alunos que precisam de ajuda para o banho só e 1 deles é tranquilo para dar banho (o outro eu nunca fiquei sozinha, mas tenho medo dele me bater porque ele é bem ansioso… e grande!).

No domingo eu trabalho só a tarde, depois do almoço. Sei que de manhã eles tem uma missa, but that’s about it. Nessa primeira semana ficamos só pelo campus, demos uma boa volta, para dar as alunos o que fazer mesmo. Tudo conta como atividade, até uma volta em volta da casa, haha! Domingo também é o dia que eu trabalho no mesmo turno do Júnior, e a gente se diverte!

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that would be me. bye!

A primeira semana do voluntariado - pondo a mão na massa!

Monday, June 28, 2021 at 10:30:00 AM

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Esse é o relato daquele momento. O começo de qualquer trabalho é sempre intenso, mas desde o início eu percebi que esse voluntariado seria muito recompensador.
Trabalho é trabalho, se fosse legal teria outro nome, já diriam tantas outras pessoas… Mas se a gente tá na chuva, é pra se molhar, né? Apesar da canseira dos treinamentos, a gente estava bem ansioso pra ver como seria o trabalho por aqui.

Na segunda, a maioria só começou a trabalhar a tarde, porque de manhã não tinha ninguém no campus. Foi feriado nacional e os alunos que moram aqui só chegaram a tarde.

Fui pra minha casa comer e encontrei um dos voluntários já lá, e o Junior. É bom ter outro brasileiro na casa, qualquer um que já foi morar fora sabe como é, a gente se entende. Ele nos passou um pouco do perfil de cada aluno. Claro que a gente não memorizou metade, mas já dava pra sentir como seria. A teoria as vezes parece bem assustadora.

Tô começando a achar que essa coisa de pontualidade britânica é uma balela. As famílias só começaram a chegar quase 2h depois do horário de check in. Mas tudo bem, esse foi só o dia de chegar na casa, não tinha nenhuma atividade.

Ver os alunos e os pais chegando começou a tornar toda essa jornada mais real. Agora é tangível. A maioria dos pais queria falar com a coordenadora, então fiquei por perto pra ouvir o que eles contavam sobre os filhos. Alguns já moravam na casa antes, outros vieram de outras casas, outros de outras escolas. No total são uns 9 alunos dormindo na casa durante a semana e 5 ficam pro final de semana também.

A coordenadora me pediu pra acompanhar a família do A., que tem Prader Willis, a se acomodar. Fizemos o check list das roupas e eles contaram um pouco da rotina do garoto. Parece ser bem tranquilo, apesar de demorar para entender as coisas e gostar muito de comida. Do tipo que não sabe a hora de parar. Os pais foram bem simpáticos e animados, gostei deles =).

Aparentemente A. não tem problemas de se despedir dos pais, pois não pareceu apresentar nenhum comportamento difícil a noite. Ele é bonzinho e geralmente obedece o que se pede dele. Do tipo que tentei dar uma volta com ele pelo campus, mas não fomos muito longe, haha!

Com a maioria deles temos que lembra-los de tomar líquidos e ir no banheiro, mas o A. ao menos é bem independente nessa hora. Não foi difícil perceber que ele queria ir no banheiro, talvez ele pudesse ter ido sozinho até algum deles na casa se ele soubesse onde eles ficam ;).

A hora da refeição é um momento particular. Eles fazem uma oração (sem religião) e um agradecimento e ai uma pessoa de cada mesa serve os demais. É meio estranho, mas por enquanto ainda não tive nenhum problema.

Como eu tinha lido no perfil do A., temos que tomar cuidado com sua alimentação. Não só por causa da compulsão, mas porque ele já colocou um suporte de titânio na coluna e não pode ficar gordinho. Por sorte, a refeição do dia era salada com frango, então dei bastante salada pra ele, hehe... Eu não reclamei porque salada com proteína animal também é a minha dieta.

Depois foi banho, escovar os dentes e dormir. No banho tive que pedir ajuda, porque no perfil dizia que A. fazia tudo sozinho, mas a realidade não foi bem essa. Ele já estava cansado e estava demorando muito para fazer os passos e o Junior veio me ajudar mostrando como que dava banho nesses casos. Ainda é meio estranho, mas é como dar banho numa criança. Grande.

Depois do banho, os alunos tem que levar suas roupas e sua toalha para a lavanderia, voltar para escovar os dentes e alguns vão direto dormir, outros podem usar computador, ouvir música, etc. A. foi direto pra cama. Essa parte foi muito fácil, porque ele geralmente obedece o que é pedido, então ele deitou, se cobriu e ficou quietinho. Ah, se toda criança fosse boazinha assim!

Depois disso, no fim do dia, temos que registrar todas as atividades dos alunos num caderno, para acompanhamento. Como se comportaram, se comeram bem, se fizeram as atividades, se pareciam satisfeitos com seu dia, etc. Nesse primeiro dia, foi bem fácil.

Ainda assim, primeiros dias são bem cansativos, e eu dei graças a deus de ter folga no dia seguinte!

Como residente temporária (ou sei lá que nome eles dão aqui), tenho que me registrar na polícia, para eles saberem do meu paradeiro. Então uma das deputies me levou para Bournemouth para essa burocracia. O registro tem um custo, mas o camp hill que paga.

Fomos eu e a russa que está pelo segundo ano consecutivo aqui e foi bem rápido. Mas o registro não fica pronto na hora, então marcamos de voltar no dia seguinte. Depois disso, ainda precisava fazer o registro na policlínica de Ringwood, então pedi para a deputy me deixar lá (até porque eu não sabia onde que era). A russa aproveitou para ficar em Ringwood também, já que também era o dia de folga dela.

O registro na clinica também foi rápido, acho que é tipo um banco de dados para agilizar o atendimento, se um dia eu precisar. Eu paguei mas 200 Libras para poder usar o sistema de saúde inglês durante esse ano que estarei aqui, mas esse é o tipo de coisa que a gente paga rezando pra nunca precisar usar.

O Henrique e outros voluntários resolveram ir fazer o registro também, então resolvemos esperar eles. Enquanto isso, fomos numa casa de milk shakes ali perto e a russa me deu um milk shake de presente <3

Sentamos num banco, o dia estava ensolarado mas geladinho, e ficamos conversando, esperando o pessoal chegar. Já disse que tô amando o tempo na Inglaterra? <3

Um tempinho depois a cambada apareceu do outro lado da rua e nos juntamos a eles pra ir na policlínica de novo, ajudar caso necessário. Chegando lá, eles estavam sem a carta de apresentação, o que não seria exatamente um problema… Se a mesma moça que me atendeu super rápido não resolvesse implicar com uma assinatura, que ela não me pediu (e que eu também não tinha). Não teve choro nem vela, todo mundo teve que voltar pra trás pra pegar a assinatura (menos eu, claro).

Resolvemos dar uma volta na cidade, um dos meninos queria verificar procedimentos para abrir uma conta no banco, mas logo eles resolveram voltar pra casa por causa da fome. Eu fiquei mais um pouco passeando, aproveitando o dia, vendo lojinhas de cosméticos, hehe… Tem umas coisas interessantes, um mar de água micelar (que tá virando moda entre quem viaja pro exterior) e achei até coletor menstrual na prateleira, o que nunca vi no Brasil (aqui eu vi o mooncup, 21 Libras, ouch!).

No dia seguinte tinha que voltar a Bournemouth pra buscar meu registro na polícia, mas era de tarde, então almocei na casa onde trabalho e fui atrás da mesma deputy que me levou no dia anterior. Fomos conversando no caminho, ela me contando que já tinha ido ao Brasil, o que ela achou, o que fez, etc. Bem legal, mas isso foi há um tempão, muita coisa mudou desde então.

O registro é basicamente uma folha de papelaria preenchida a mão com um contact por cima das informações pessoais, com espaço para carimbos. Toda vez que eu mudar de endereço, tenho que reportar e ganhar mais um carimbo. Traduzindo: algo muito fácil de falsificar! Nem no Japão, onde as pessoas são mais honestas, eu vi algo assim. A moça que me atendeu até me falou pra tomar cuidado pra não perder, porque tem uma máfia que rouba esses certificados para passar para imigrantes ilegais.

Voltei pro camp hill e chamei o Henrique para irmos na cidade postar uma carta e claro que aproveitamos para dar um passeio. Mandar carta não é tão caro e talvez, se o tempo continuar ajudando, eu o faça mais vezes, hehe…

No dia seguinte, tive meu dia de 2h30. Pois é, quando vi na tabela também achei estranho, mas a coordenadora me explicou que era dia de reunião, e só por isso tínhamos essas horas…

A reunião foi longa, mas tranquila, mais sobre a volta as aulas e alguns avisos sobre os alunos, sobre comportamentos e afins. Na semana seguinte é a outra casa do college que tem essa reunião e a gente fica de “plantão” com os alunos deles para que todos participem.

Na sexta seria finalmente a nossa prova de fogo, hora de pôr a mão na massa! Mas… Na noite anterior alguém lembrou que faltava a última parte do nosso treinamento… Argh, bem de manhã!

Lá fomos fazer o tal do Proact-Scip UK, meio que uma aula de defesa pessoal sem que a gente machuque nenhum aluno e sempre mantenha a integridade física de todos. A parte da manhã foi só a teoria, nossa, eu queria morrer de sono na cadeira!

A tarde, teve a parte prática, mas a gente ficou se perguntando até que ponto aquilo ia funcionar na vida real. Provavelmente nada, pelo menos no meu caso. Os alunos mais agressivos são exatamente aqueles que são maiores que eu. Eu no máximo posso sair correndo deles se eles ficarem agressivos, hahaha! 

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Passeio a Southampton (29 de agosto de 2015)

Monday, June 21, 2021 at 10:30:00 AM

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Decidimos, com as alemãs que moram na mesma casa que a gente, ir para Southampton na folga. Southampton é uma cidade portuária, de onde o Titanic partiu para a sua única viagem.


Sábado acordou bem bonito, mas já tinha visto na previsão que choveria no meio da tarde e apesar do sol, as temperaturas ainda estavam baixas para quem acabou de sair do Brasil!

Estamos começando a achar que a pontualidade britânica é uma lenda. Chegamos no ponto de ônibus e nada dele por lá. Só umas velhinhas simpáticas esperando o mesmo ônibus.

Southampton é uma cidade portuária de onde saem vários cruzeiros, então quando chegamos, lá de longe já dava pra ver vários. O terminal é do lado do porto, acho que é intencional.


Abraçamos a ideia de visitar a cidade com tanto entusiasmo que marcamos de pegar o último ônibus de volta. Começamos entrando  no primeiro shopping pra comprar algo pra beber, sempre uma boa ideia quando se planeja andar muito. Demos uma volta numa loja de departamento mas chegamos a conclusão de que não vale a pena perder tempo nesse tipo de lugar onde a gente só passa vontade… E que pode achar do lado das nossas casas (tipo, SP tem uns 50 shoppings). Saímos e demos a volta, achando os muros da cidade antiga.

Como Southampton é um porto importante no sul da Inglaterra, a cidade foi bombardeada na guerra e parte do centro histórico ficou destruído. Ainda sobrou alguma coisa, tipo um pub do século XVII e uma igreja do século XII (ou as datas eram ao contrário? haha) e algumas ruínas, mas não era muita coisa. Quando chegamos, pegamos até um casamento rolando na entrada ocidental!

 

Resolvemos ir atrás de uma Primark porque uma das alemãs precisava de umas calças baratas pra trabalhar. Já tinha ouvido falar dessa loja, e ela é realmente barata! Tem de tudo, muita coisa de vestuário, mas também coisas como caixas de som pequenas e balas dos Minions, haha! Essa é uma loja que quero achar quando tiver dinheiro, gostei das coisas que vi e principalmente dos preços!

Também fomos na HMV – minha loja favorita de música no universo – pra comprar o cd novo do Lifehouse, o Out of the Wasteland <3 Só não joguei no iPod ainda porque o laptop não tá reconhecendo =( Mas já tô apaixonada por 1 das músicas (leia-se: estou ouvindo no repeat eterno, haha).

Já era hora do almoço e resolvemos entrar no primeiro shopping que vimos. LOTADO! Bom, tinha uns 3 cruzeiros enormes atracados… Os 3 resolveram comer Pizza Hut, mas sério, não aguentava mais comer pizza (comemos muita pizza durante o treinamento porque era a coisa mais fácil de fazer). Resolvi aproveitar e comer um bom KFC! Sério, tenho uma relação muito sentimental com KFC, preciso comer quando viajo! O duro foi achar um lugar na praça de alimentação.

Saímos e claro que estava chovendo. Tô começando a achar que damos muita sorte quando não chove nessa terra. Chove sempre! E uma das alemãs ainda resolveu que precisava de uma capinha pra celular. A sorte é que tinha um camelô bem na porta do shopping (afe, e a gente que acha que camelô de rua, ilegal, só tem no Brasil). Depois foi minha vez de precisar entrar na Superdrug, uma loja de cosméticos, pra tentar achar um delineador que não borrasse. Trouxe meu Fluidline da MAC e ele me deixa um panda no fim do dia =(. Comprei o mais barato, 2 Libras, haha! Eu queria comprar muito mais coisas, mas o dinheiro não tava permitindo =P

Enquanto procurava o delineador, a Maddie, uma das supervisoras do camp hill, veio nos encontrar. Ela mora em Southampton e no levou pra conhecer mais algumas coisas na cidade. Infelizmente, com o tempo ruim, não tinha muito o que fazer. Ela disse que tem muitos parques e bosques mais afastados.

A empresa que construiu o Titanic existe até hoje mas mudou de nome, e tem um museu dele. Óbvio que tem que pagar, que pra gente não é barato, e que ficamos com vontade. Com sorte, o camp hill sempre organiza um passeio até lá e quem sabe não teremos a oportunidade de conhecer com os alunos, né?

Fomos a um museu nos “secar” um pouco e foi até interessante porque tinha uma parte com coisas de cruzeiros e navios importantes. E um rinoceronte de espelhos, que até agora não entendi pra que era, HAHAHA!

Voltamos pra um shopping e encontramos uma Poundland <3 Aproveitamos pra comprar coisas pro nosso dia a dia, tipo potes =P Nossa, se isso fosse o Japão eu já teria gasto todo meu dinheiro em potes, hahaha! Depois fomos matar um tempo num café e resolvemos tentar pegar o próximo ônibus de volta porque estávamos muito morrendo de tédio.

Chegamos em Ringwood ainda de dia <3 Ainda decidimos fazer um jantar semi comunitário, de macarrão e frango. Óbvio que o sensor de fumaça ultra sensível disparou enquanto cozinhávamos, mas conseguimos desligar (e não tinha ninguém em casa). E a comida ficou bem decente XD

Dia seguinte ninguém queria existir, haha! Foi um bom dia pra ficar em casa (bom, eu adoro não fazer nada). 

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